quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Relato da Expedição Pasos Agua Negra e San Francisco - 4º dia:

Como ontem adiantamos uma boa perna da viagem nos demos ao luxo de acompanharmos nossos amigos hermanos no horário de acordar, então saímos da cama umas 8 hs. horário daqui, ou seja era 9 hs. do Brasil... Tomamos café, demos uma olhada na cidade que ainda dormia (que gente mais preguiçosa), arrumamos as tralhas e iniciamos a subida, rapidamente chegamos em Ródeo, onde abastecemos, e logo chegamos na aduana argentina, fizemos o tramite, tudo OK, mas muito lento, o oficial da aduana estava em câmera lenta, saímos dali umas 10 hs. e andamos pouco mais de 20 km. e arrebentou a emenda da minha correia, passamos mais ou menos uma hora parados para conseguir arrumar, muita graxa, mas ainda bem que o Cleber estava com muitas ferramentas... serviço feito e seguimos mais uns quilômetros até uma segunda aduana de controle, ali me dei conta que não havia comprado nada para comer, apenas uma garrafa de agua... no minimo amadorismo... Seguimos já em estrada de chão, e com muito pó, fomos subindo e a estrada foi ficando pior, mas ao contrario as paisagens foram ficando cada vez mais maravilhosas, coisa de ficar de boca aberta de tão lindo... subimos lentamente, tiramos muitas fotos, pouco movimento e sempre que passávamos por alguem era por camionetes argentinas... Quando estávamos a 3500 metros de altitude já começamos a sentir um pouco a altura, subimos no peito e na raça, sem tomar nada para aliviar os efeitos da altitude, na verdade nossa empolgação era tão grande que não estávamos preocupados com isso... Seguimos e logo começou a aparecer muito gelo na beira da ruta, o Cleber parecia uma criança pegando pedras enormes de gelo, muito legal mesmo, uma coisa surreal essa de muito gelo ao lado da pista, mas fomos indo lentamente e logo chegamos ao paso, fotos da placa, um frio de renguear cusco, mas sinceramente eu não tava nem ai para o frio, tirei a jaqueta e coloquei o manto sagrado do colorado para uma foto histórica, o Cleber ria da minha coragem, deveria estar algo como 5 graus mas o vento cortava, quando estávamos parados ali passou uma f800 com dois argentinos que nem pararam, apenas um abano, dali iniciamos a descida, no inicio com muito vento e frio, mas depois foi melhorando e senti um pouco de tontura, o Cleber também tinha sentido só que lá no paso, paramos e tomei um pouco de agua e logo melhorei, continuamos e chegamos na laguna verde, legal, bonita, e estranha, fotos, fotos e seguimos, umas 16 hs. chegamos na aduana, estava com a moto e a roupa imunda de tanto pó que parece uma mistura de cal com talco... Tramites normais, uma certa frieza por parte dos funcionários, e seguimos, já no asfalto, passamos por uma região de muitas vinhas, o vinho aqui é de primeira, esse é o famoso Valle del Elqui,  é impressionante o contraste estre as plantações irrigadas, e ao lado tudo seco, apenas cabras e caquitos e os caquitos estão morrendo por que é muito seco, não chove nunca... Abastecemos em Vicuña e pela primeira vez o cartão de crédito (bolsa família) do Cleber funcionou, hehehehe, seguimos e logo estávamos em La Serena, fomos ao centro e fui direto no mesmo hotel do anos passado, hotel Londres, bem no centro, 38.000 mil pesos por noite, aqui vamos ficar duas noite, precisamos descançar, foram 4 dias puxados até aqui, depois de nos acomodar, banho tomado, fomos caminhar um pouco e tomar uma gelada, cedo fomos dormir, o cansaço era grande mas a felicidade por superar o agua negra era maior, resumindo o agua negra é a serra do corvo branco, misturada com a serra da rocinha, pioradas e a quase 5000 metros de altitude...    

Relato da Expedição Pasos Agua Negra e San Francisco - 3º dia

Estamos pegando o ritmo dos Argentinos, acordamos tarde era 8:30 hs. estávamos tomando um café dos mais simples, saímos umas 9 hs e paramos numa farmácia para comprar medicamentos, o Cleber queimou os pulsos com o sol, pois no primeiro dia estava com uma luva de ciclismo e não protegeu nada... Saímos com direção a Alta Gracia, o caminho é lindo pelas Altas Cumbres, se chega a 2.220 mts. de altitude, mas não rende pois é muita curva, por isso chegamos em Alta Gracia quase 10:30 hs. abastecemos e fomos ao museu do Tche Guevara e demos com a cara na porta, pois nas segundas só abre a tarde, paciência, fica pra próxima... Seguimos caminho pelas Altas Cumbres até Mina Cravero que é um balneário de rio, que sinceramente tem muita fama mas não vi nada demais, almoçamos e pagamos caro  e comemos mal, seguimos para Vila Mercedes e abastecemos, eram 15 hs. estávamos prontos para encarar a ruta 20, temida por seu calor, ainda para ajudar um temporal se aproximava, com um vento forte e de frente, seguimos e o calor estava muito alto, de Vila Mercedes a San Juan são 380 km. abastecemos duas vezes, com abastecimentos pontuais pois se errar o abastecimento e passar batido no posto vai ficar sem gasolina... Realmente esse lugar é terrível, o calor e a miséria é muito grande, não tem nada na beira da estrada, apenas tudo seco, nada de agua, nem um pássaro, nem insetos para sujar a viseira, e os poucos animais que tem ali estão definhando de sede... No segundo abastecimento conversamos com dois caminhoneiros Brasileiros que fazer a rota Uruguaiana x San Juan e nos falaram que essa situação é de muitos anos e cada vez é pior... Chegando em San Juan que era nosso destino inicial paramos e conversamos sobre a possibilidade de tocarmos mais um pouco, e foi isso que fizemos, logo pegamos a Ruta 40 e fomos indo, indo e não tinha gasolina, e fomos andando a 100 km. p/h e fomos indo e cada placa de cidade era uma torcida para ser um povoado médio e ter gasolina e podermos ficar lá, mas nada e nada de movimento então fomos até Juchal, com o vento a favor e com poucas trocas de marchas nossas motos foram muito econômicas, a do Cleber fez 23 p/l e a minha fez 28 p/l... Fomos direto no posto de gasolina abastecemos e fomos procurar hospedagem, conseguimos um hotel de simples para médio por 195 pesos argentinos, Juchal é uma cidade a moda antiga, comércios antigos, uma praça bonita, pessoas passeando as 23 hs. pela praça, tudo muito tranquilo ao pé da cordilheira, Junchal fica a pouco mais de 1000 mts. de altitude... Foi um dia puxado mas valeu a pena...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Relato da Expedição Pasos Agua Negra e San Francisco - 2º dia:

Acordamos as 7 hs., logo fomos tomar café, e nos despedimos, seguimos Eu, Rogério e Cleber juntos no roteiro normal, e o Rodrigo por seus problemas de documentos vai fazer um tour pelo Uruguai que ele próprio intitulou de "A procura pelo Belquior", não é fácil ficar quase um ano se planejando e por uma desatenção não poder participar na última hora da expedição, mas a vida é assim e Deus sabe o que faz, se não era para ele ir ele não foi, abraço amigo sei que ficaste triste mas pode ter certeza que nós também pois teu conhecimento, tua calma e tua amizade fazem falta sempre... Saímos do hotel, que pagamos caro, 120 dólares para os três, e fomos direto a aduana, ali fizemos o tramite normalmente, e saímos umas 9:15 hs., passamos pela entrada de Cólon/AR e logo pegamos a Ruta 14 por alguns quilômetros até pegar o caminho que leva a Vilaguay, depois de uma hora de estrada, paramos em Vilaguay e abastecemos, o calor começava a se mostrar... Seguimos caminho para a cidade de Paraná, no caminho fomos parados pela policia que nos pediu documentos e carta verde e nos liberou, foi apenas um susto, por volta do meio dia, já com muito calor, atravessamos o túnel sub fluvial e chegamos a Santa Fé, em Santa Fé paramos para abastecer e comermos algo... Seguimos para San Francisco por um estrada duplicada e com movimento algum, muito tranquilo mesmo, o calor estava terrível, tive que parar e colocar agua na cabeça, pois estava meio tonto do calor, chegamos em San Francisco e tivemos um susto pois o posto YPF não tinha gasolina, fomos a um SHEL e abastecemos, descansamos um pouco, era muito calor, e faltava algo como 220 km. para o destino, seguimos em ritmo de cruzeiro e no caminho encontramos muitas motos pois tinha encontro em Cordobá, por volta de 19 hs. chegamos na estrada de Córdoba, o caminho entre San Francisco e Cordobá corta varias pequenas cidades, mas tivemos sorte e tinha pouco transito, ao chegar em Cordobá o GPS nos levou para a alto estrada que leva a Carlos Paz, chegamos no final do dia e logo pegamos um hotel simples a 300 pesos argentinos para 2 pessoas, descansamos um pouco e fomos tomar umas geladas na beira do lago em Carlos Paz que é uma cidade encantadora, logo voltamos para o hotel e fomos dormir, já que amanha a pegada é grande... 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Relato da Expedição Pasos Agua Negra e San Francisco - 1º dia:

Buenas, depois de muitos planos e muitas dúvidas, enfim chegou o dia de iniciar a viagem, acordamos cedo, eram 5 hs. e já estávamos nos arrumando, tomamos café e as 6 hs. com o dia ja claro saímos de casa, eu e o Cleber Bonotto, na saída já constatei uma lampada de sinaleira queimada, faz parte, pegamos pouco movimento tanto na RS407 como na BR101 e em pouco tempo estávamos passando por Osório, seguimos em frente pela Freeway, e passamos ao lado do novo estádio do Portoalegrense, parabéns aos torcedores tricolores, atravessamos a ponte sobre o Guaíba e quando chegamos no pedágio de Eldorado do Sul, paramos para receber um abraço e comprimentos do Amigo Daniel Goulart do Moto Grupo Servage da Estrada, uns chimas, conversas, e logo nos despedimos, valeu Daniel e Rose. Seguimos em ritmo bom com pouco movimento, nessa primeira parte de viagem ja constatamos que a moto do Bonotto ta bebendo demais... Depois de 4 abastecimentos, uma parada pra comprar uma lampada de sinaleira, chegamos quase 13 hs. em Santana de Livramento, e já na chegada encontramos o Rodrigo Nunes nosso parceiro de expedição, comprimentos pra cá e pra la, fomos fazer cambio, e almoçar, e logo fomos a aduana fazer a entrada no Uruguai, e ali começou nossos problemas, nosso parceiro Rodrigo esta com o passaporte vencido, e sua carteira de identidade, que não estava com ele, é muito antiga e desta forma o Rodrigo teve que abortar a missão, depois de muita tristeza ele decidiu adentrar no Uruguai sem passar na Aduana e nos acompanhar até Paysandú e ficar uns dias rodando pelo Uruguai, bom mas saímos de Rivera era quase 15:30 hs.e seguimos firmes para Paysandú, faltando uns 5 km. para Tacuarembó, minha moto teve uma pane elétrica e tivemos que reboca-lá até Tacuarembó, logo encontramos um mecânico com ajuda de um local, e depois de vários testes, troca de engates, e uma carga na bateria, a bateria reagiu e passou a receber carga da moto, o que nos permitiu seguir viagem, eram 19 hs. quando saímos de Tacuarembó e pegamos a péssima ruta 26, que esta horivel, muitos buracos, e uma parte que esta em reforma que é uma verdadeira armadilha, já que você sai do asfalto e entra no rípio solto... Mas sobrevivemos, apesar de uma baita susto que levei em uma cratera, mas tudo legal, também o sol nos atrapalhou muito jpois pega diretamente de frente quem vai no sentido Tacuarembó x Paysandú, mas as 22 hs. chegamos em Paysandú, pegamos o primeiro hotel que encontramos e depois fomos jantar e fomos dormir depois das 24 hs. Foram 970 km nesse dia.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

VIAGEM AO CHILE 2012:

Final de ano chegando e uma grande viagem sendo programada:


RUMO AO CHILE 2012:

08/12 – sábado - 1º dia - Xangri-Lá/BR x Colon/AR – 970 km.
09/12 – domingo - 2º dia - Colon/AR x Carlos Paz/AR – 670 km.
10/12 – segunda-feira - 3º dia - Carlos Paz/AR x San Juan/AR – 680 km.
11/12 – terça-feira - 4º dia - San Juan/AR x La Serena/CH – 474 km.
12/12 – quarta-feira - 5º dia – Passeios: La Serena/CH – 0 km.
13/12 – quinta-feira - 6º dia - La Serena/CH x Copiapó/CH – 336 km.
14/12 – sexta-feira - 7º dia - Copiapó/CH x Tinogasta/AR – 498 km.
15/12 – sábado - 8º dia - Tinogasta/AR x Mendoza/AR – 769 km.
16/12 – domingo - 9º dia - Passeio: Mendoza/AR e Uspallata/AR – 200 km.
17/12 – segunda-feira - 10 º dia - Mendoza/AR x Villa Maria/AR – 629 km.
18/12 – terça-feira - 11º dia - Villa Maria/AR x Taquarembó/UY – 850 km.
19/12 – quarta-feira - 12º dia - Taquarembó/UY x Xangri-Lá/BR – 800 km.

Total: 6.882 km

Em breve detalhes :)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

RELATO - Viagem Salto/Colonia/Punta - 28/03/12 a 01/04/12:

Depois de uns quinze dias planejando e comentando sobre esse passeio, as 5:15 hs. da quarta-feria, dia 28 de Março de 2012, cheguei ao posto de policia rodoviário estadual de Xangri-Lá/RS na Estrada do Mar, a temperatura era entorno de 10 graus e o vento sul cortava de frio, assim que parrei a moto (XT660R 2009) chegou o Rafael com sua Versys 2012, em poucos minutos chegou o Jorge com sua TDM 2007, e as 5:30 hs. chegou o Lauro (Rato) com sua GS650 2011, em minutos se cumprimentamos e partimos para nossa jornada de aproximadamente 1000 km. até salto no Uruguay.
Os primeiros km pela Estrado mar até Osório/RS foram vencidos rapidamente e com velocidade moderada, andando 100/110 km. p/h, chegando a Osório pegamos a Freeway e os primeiros raios de sol começaram a surgir no horizonte, para mim esses primeiros 100/150 km. são os mais importantes da viagem pois nesse momento avalio minhas condições físicas e psíquicas de viagem, e nesse dias estava tudo muito bem.
Fomos seguindo e paramos para um breve café da manha e primeiro abastecimento em Bútia/RS, até ali havíamos completado em torno 200 km, com o sol ja alto e o frio diminuindo.
Seguimos em um ritmo bom e abastecemos em São Gabriel/RS na sequencia e pouco mais de meio dia estávamos em Santana de Livramento/RS, almoçamos, abastecemos as motos, trocamos reais por pesos uruguaios e fomos fazer a entrada no Uruguay na aduana Uruguaia, procedimento rápido, nos pediram as Carteiras de Identidade, documentos da moto e carta verde, mesmo a minha moto estando com alienação fidunciaria não pediram a liberação da financeira, documento que eu tinha, mas não mostrei de saída pois o Rafael não tinha, então fiquei na minha... 
Adentramos no Uruguay e a estrada entre Rivera e Taquarembó é muito boa, desenvolvemos boas velocidades e em torno de uma hora estávamos em Taquarembó, abastecemos as motos ja que o trecho Taquarembó x Paysandú não tem abastecimento e seguimos, ja que perdemos um bom tempo em Rivera, estávamos um pouco atrasados, mas nesse trecho não adianta ter pressa, a estrada esta em reforma e em alguns locais existem muitos buracos, no final da tarde, quando o sol começou a baixar no horizonte chegamos a bifurcação que de um lado leva a Salto e de outro a Paysandú, ali nos separamos e fomos eu e o Rafael rumo a Salto e Jorge e Rato rumo a Paysandú, nos dias que antecederam a viagem havíamos conversado sobre isso, enquanto nos queríamos ir a Salto conhecer a cidade a aproveitar pelo menos um dia de águas termais, o Jorge e o Rato queriam focar em Montevidéu...
Seguimos nós rumo a Salto, minha moto estava na reserva ja fazia alguns quilômetros, mas preferi seguir sem ir até próximo a Paysandú para abastecer, então seguimos numa velocidade mais baixa para economizar combustível e uns 40 quilômetros a frente encontramos um ancap (www.ancap.com.uy), abastecemos e ja era noite, seguimos, tinha feito uma pesquisa sobre hoteis, e na cidade ou era muito caro ou era muito ruim, então tinha meio que definido ficar na Termas de Dayman (www.termasdedayman.com), e logo chegamos, num primeiro momento estava receoso com o que encontraríamos, mas as primeiras impressões foram positivas e fui até o centro de informações turísticas e conseguimos um hotel bem em conta, seguimos ao hotel e nos agradou, e recomento a todos que forem a Termas de Dayman, fiquem no Hotel Solar del Acuario (www.solardelacuario.com), nos acomodamos e fomos para a piscina térmica do hotel, afinal ninguém é de ferro e foram 14 horas de viagem e mais de 1000 km. no total, depois de um tempo na piscina fomos procurar algo para jantar, jantamos bem e tomamos umas geladas, e voltamos para dormir, na madrugada tive câimbras nas pernas...
Acordei com os primeiros raios de sol, mas fiquei na cama cochilando, logo o Rafa levantou e foi tentar acessar a internet, fiquei deitado na maior preguiça, mas umas 9 horas levantei e fui tomar café, que por sinal era muito bom, depois nos arrumamos e fomos a Salto conhecer a represa Salto Grande.
A madrugada foi fria, não passei frio, mas no amanhecer os campos na volta do hotel estavam brancos de geada, saímos do hotel com as jaquetas mas com tênis e calça normal, entre Dayman e Salto são uns 10 quilômetros, Salto se apresentou grande, uma cidade organizada, mas muito parecida com outras medias cidades Uruguaias, fomos direto a represa, chegamos e fomos perguntar sobre como conhecer a represa e a hidrelétrica, fomos muito bem atendidos, deixamos nossos nomes e pouco depois estávamos dentro de uma van com uma guia conhecendo as instalações e a história desta obra binacional (Uruguay e Argentina) depois do passeio e muitas explicações fomos ver um filme sobre a construção, muito legal, também recomendo... Saímos dali e fomos com as motos passear sobre a represa que funciona como ponte e liga Salto a Concórdia na Argentina, fomos ao outro lado e voltamos, muito legal... Bom dali fomos ao centro da cidade de Salto comer algo, almoçamos quase a uma da tarde, e como no Uruguay existe o costume de dormirem após o meio dia o comercio fecha todo, quando eram quase 15 hs. começou o movimento nas ruas, ai a preguiça tava grande e fomos para Dayman dormir um pouco, logo estávamos no hotel, uma cochilada de leve e fomos para o parque aquático, com piscinas com agua termal de 38 gráus, e um ambiente nota 10, e mais um preço de apenas R$ 8,00 por pessoa, vale a penas conhecer esse local, muito bom mesmo, não deixa nada a desejar aos parques aquáticos no litoral do RS, ficamos ali cultivando uma preguiça e relaxando naquela agua quente por um bom tempo, quando ja estava escuro com a noite ja fria fomos de volta ao hotel, tomamos banho e fomos jantar, comemos e voltamos para dormir, a noite novamente foi fria,  amanheceu com cara de inverno, e a preguiça tava grande, parece que no momento que você muda sua rotina seu corpo quer descansar... Fomos lentamente tomar o excelente café da manha do hotel, café de respeito, muito bom mesmo, umas 9 horas arrumamos as coisas pagamos a conta e saímos do hotel e do pequeno lugarejo, e fica uma certeza que logo logo voltarei a termas de dayman... Pegamos a estrada que vai rumo a Paysandú, o asfalto é perfeito, o movimento é pouco, era sexta-feira, andamos a uma velocidade de 110/120 km p/h, e a estrada rendeu, passamos na entrada de Paysandú, seguimos andando e nos perdemos, ao invés de seguirmos margeando o rio, fomos em direção ao centro do Uruguai, quando percebi que seguíamos errado parei e perguntei, voltamos alguns km e pegamos uma estrada secundaria para corrigir o erro, passamos por Frei Bentos, e logo chegamos na bifurcação que leva a Colonia del Sacramento, ali comemos um sanduíche e descansamos um pouco, fazia um calor suportável, pegamos mais uma estrada secundaria e estreita, com pouco movimento e um pouco mal cuidada, o sono nos acompanhava, seguimos firme e depois de passarmos por varias cidades bem cuidadas, e varias plantações na beira da estrada, por paisagens exuberantes chegamos a bela Colonia del Sacramento, entrei direto na cidade, e fui direto no hotel que já conhecia de outra viagem (www.hotelbeltran.com) que não é o mais barato, mas fica muito bem localizado e é muito limpo e charmoso, na chegada encontramos um casal de cariocas que estavam viajando já a vinte e poucos dias e  estavam numa Boulevard 800, gente boa o carioca, boa viagem ao amigo, chegamos com calor, e fomos descansar, depois de um banho e uma cochilada, fomos caminhar pela cidade velha, andamos, olhamos, respiramos a história viva na cidade, e fomos ver o por do sol tomando uma patrícia de litro bem gelada, com o cair da noite voltamos ao hotel para descansarmos mais, quando era umas 20 horas e já fazia frio, saímos para jantar, fomos comer uma pizza na tabua, tradicional do Uruguay, depois caminhamos por algumas quadras e fomos dormir,.
Acordei super cedo, e já arrumei as coisas, descemos para tomar café e ainda era escuro, tivemos que esperar alguns minutos, tomamos o café, pagamos a conta e saimos da cidade, era sabado, inicio da semana de turismo no Uruguay, pegamos pouco movimento, o fluxo de carros era no sentido contrario, andamos em uma velocidade constante o que fez em pouco tempo estarmos em Montevideu, ali paramos um pouco na rambla, e depois abastecemos, seguimos rumo a Punta del Este e pegamos muitooooooo movimento, toda a população de Montevidéu estava indo pra praia, fomos devagar e sempre, a temperatura agradável, e a falta de pressa fez a diferença na viagem, acabei curtindo mais as paisagens belas do litoral do Uruguay, fomos direto a Punta Balela, la ficamos apreciando a bela vista, o mar batendo nas pedras, realmente um lugar muito bonito, saímos dali e decidimos seguir rumo ao Chuy, liguei para meu amigo Rodrigo para combinar que passaríamos no domingo ao meio dia para almoçar em Pelotas, seguimos até um posto de gasolina onde quase 14 hs. fomos almoçar um sanduíche de presunto e queijo, abastecemos e pegamos a Ruta que leva ao Chuy, ali seguimos em um ritmo bom, e fiquei analisando o desempenho da XT660 em relação a Versys 650, são motos parecidas mas ao mesmo tempo bem diferentes, na estrada o rendimento da XT660 é menor em relação a Versys650 em todos os sentidos, velocidade, curvas, conforto, consumo... mas na terra é que faz a diferença andar de XT660... Baita moto a Versys650, mas acho que para o que eu gosto que é viajar e tambem fazer algum passeio por estradas de chão batido a XT660 se enquadra melhor... Bom seguimos, uma paradinha aqui, um abastecimento ali e logo estavamos no Chuy, e fomos direto pro Chui do Brasil, pegamos um hotel (www.bertellichuihotel.com.br) e fomos as compras, ao anoitecer estávamos dentro das lojas (Neutral, American e outras menos votadas), não compramos muito mas como estava com a moto já carregada tive que amarrar a bagagem por cima do bau, no jantar comemos em um restaurante próximo ao hotel, fomos dormir cedo... 
Acordei cedo, e já pulei arrumando as coisas, descemos e fomos para o café e pouco depois das 8 hs. da manhã ja estavamos saindo do hotel, abastecemos e encaramos as retas dos 200 e poucos km entre o Chui e Rio Grande, viagem tranquila, com tempo bom e pouco vento, conheço bem essa região, então apenas passamos batido, sem paradas para fotos, e pouco antes do meio dia estávamos em Pelotas, chegamos na casa do Rodrigo Nunes para conhecer a filha do Rodrigo que recém havia nascido, linda a Princesa Alice, parabéns ao Rodrigo e a Bianca pela graça de Deus, almoçamos, conversamos e recebi a ligação do Jorge, nosso parceiro de viagem que estava em um posto de combustível em Pelotas, combinamos de nos encontrar, e depois de conversas e mais conversas na casa do Rodrigo, nos despedimos e seguimos para encontrar o Jorge e o Rato, era umas 14 hs. e encontramos nossos parceiros de viagem, depois de um breve relato do que tinha acontecido tanto com nós como com eles, partimos para os últimos 400 km de nossa viagem, seguimos em uma tocada boa, a estrada com pouco movimento permitiu que nossas motos fizessem uma viagem lisa, tranquila, sem pressa chegamos na casa das cucas para um breve lanche, mais uma parada na freeway e logo entravamos no nosso litoral, e depois de 2.700 km em 5 dias cheguei as 19 hs. em minha casa, cansado mas com o espirito leve...            
      

segunda-feira, 2 de abril de 2012

VIAGEM A SALTO/COLONIA/PUNTA CONCLUÍDA:

Viagem feita com inteiro sucesso, entre 28/03/12 e 01/04/12, em breve relato detalhado.

sábado, 7 de janeiro de 2012

VIAGEM 2012:

Feliz Ano Novo à todos;
Iniciando 2012 com uma certeza: vou viajar muito esse ano, e para iniciar em Março/Abril de 2012, o destino será para Salto/UY, nessa viagem visitarei os pontos atrativos com calma, irei a Colonia del Sacramento, e retornarei pelo Chuy:

1º dia - Xangri-Lá/BR x Salto/UY – 950 km.

2º dia – Passeios em Salto/UY.

3º dia – Salto/UY x Colonia Del Sacramento/UY – 404 km.

4º dia - Colonia Del Sacramento/UY x Punta Del Este/UY – 301 km.

5º dia – Punta del Este/UY x Xangri-Lá/BR – 887 km.

Total: 2.542 km

Que venha Março/2012.

E depois, durante o ano tem mais...

domingo, 9 de outubro de 2011

VIAGENS:

Como sempre, a coceira na mão continua, continuo com aquela vontade de acelerar, depois da ressaca da viagem ao Atacama, e mais um rapido passeio a Montevideu, fiquei bons dias sem nem pensar em andar de moto, mas agora a uns 15 dias comecei a pensar diariamente na proxima viagem, destinos não faltam, desde ir a até Pucon no Chile e escalar o vulcão Villarica, ir a Bonito no Matogrosso, ir a Foz do Iguaçú, ir conhecer a costa Argentina entre Buenos Aires e Bahia Blanca ... São muitas as opções... Mas agora surgiu uma muito interessante, sair de casa e ir ao Chui e depois ir até o Oiapoque, claro que ai teria que ser uma viagem de 25 dias, algo como ir a Ushuaia (que tambem é uma pretenção).

Veremos qual vai ser a próxima viagem ... Uma coisa é certa, será em final de Fevereiro de 2012 ... O destino só Deus sabe por enquanto.

domingo, 4 de setembro de 2011

AMIGOS:


Passado um pouco mais de um mês venho aqui registrar a perda de um casal de amigos motociclistas, nessa poucas linhas fica a minha pequena homenagem a dois anjos: Pepi e Jana, pessoas queridas e amigas que nos deixaram para ir de encontro a Deus.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

EXPEDIÇÃO ATACAMA CONCLUÍDA COM SUCESSO:

Saímos dia 25 de Março de 2011 e retornamos dia 08 de Abril de 2011.
Fomos em 03 motos, Rogério com XT660R, Rafael com Ninja 250, e Paulo com Burgman 400.
Relatos em http://www.rumoaoatacama2011.blogspot.com/

Em 2012 faremos nova grande viagem para...., em breve roteiro e distancias.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

QUANDO FAZER:

Só existe dois dias no ano que nada pode ser feito.
Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.
( Tenzin Gyatso, 14º Dalai Lama )

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

HOMENAGEM A UMA COMPANHEIRA:


Você foi uma companheira invejável, solidaria, prestativa, guerreira, pronta pra qualquer viajem, suas virtudes foram e são dificieis de serem superadas, mas... o tempo passa e você mudou de casa, porem não te esquecerei afinal você me acompanhou em alguns dos momentos mais felizes de minha vida, fica aqui minha homenagem a FALCON, 2006, prata, IMX7041.

E em seu lugar, para tentar te substituir, agora tenho uma XT660, preta, 2009, que ela seja o que você sempre foi...
Black Arrow


domingo, 4 de julho de 2010

VIAGEM AO ATACAMA ADIADA:

A viagem ao Atacama foi adiada por tempo indeterminado, não cancelada, continuo sonhando com ela, mas infelizmente por motivos pessoais e financeiros tive que abrir mão desse sonho, as vezes você abre mão de uma coisa importante em um momento para conquistar varias ali na frente.

quinta-feira, 11 de março de 2010

O ANO COMEÇA:

Iniciou Março e iniciou o ano propriamente dito, começaram as aulas, o modo de trabalhar fica mais tranquilo, e começo a pensar em minha viagem ao Atacama que se apróxima...
Faltam 4 meses, apenas 120 dias apróximadamente, e tudo começa a se encaixar...
ATACAMA ai vou eu...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

PODER:

A vida continua agitada...
E cada vez mais tenho trabalhado...
Não sobra tempo algum para fazer o que mais gosto...
Tenho sonhado com uma vida diferente em um futuro próximo...
Ter tempo para curtir minha linda filha, minha maravilhosa esposa e quem sabe ter mais um filho...
Poder fazer um churrasco no domingo ao meio dia sem ter a preocupação de a qualquer momento ter que sair para atender um cliente...
Poder programar algo com antecedência e no dia não surgir um imprevisto...
Poder aproveitar minha motoca, pegar o vento fresco das viagens, o por do sol no horizonte...

É hora de mudar...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

VIAGEM AO ATACAMA:

Em Julho de 2010 eu vou ao Atacama. Eu, o Alexandre Modena e Deus.

1º DIA - Xangri-Lá/BR á São Borja/BR - 753 km. - 753 km.
2º DIA - São Borja/BR á Sáenz Pena/AR - 597 km. - 1.350 km.
3º DIA - Sáenz Pena/AR á Purmamarca/AR - 817 - 2.167 km.
4º DIA - Purmamarca/AR á San Pedro de Atacama/CH - 450 km. - 2.617 km.
5º DIA - San Pedro de Atacama - PASSEIOS
6º DIA - San Pedro de Atacama - PASSEIOS
7º DIA - San Pedro de Atacama - PASSEIO A BOLÍVIA
8º DIA - San Pedro de Atacama/CH á Copiapó/CH - 782 km. - 3.399 km.
9º DIA - Copiapó/CH á Viña del Mar/CH - 753 km. - 4.152 km.
10º DIA - Viña del Mar - PASSEIOS
11º DIA - Viña del Mar/CH á Mendoza/AR - 402 km. - 4554 km.
12º DIA - Mendoza/AR á Villa Maria/AR - 604 km. - 5.158 km.
13º DIA - Villa Maria/AR á Uruguaiana/BR - 766 km. - 5.924 km.
14º DIA - Uruguaiana/BR á Xangri-Lá/BR - 763 km. - 6.687 km.

TOTAL de 14 dias de viagem e 6.687 km (fora os passeios), serão 400 litros de gasolina e a despesa (gasólina, hoteis, passeios e alimentação) total será de R$ 3.000,00 aproximadamente.

sábado, 19 de setembro de 2009

4º MOTO XANGRI-LÁ

Dias 25, 26 e 27 de Setembro acontecerá o 4º MOTO XANGRI-LÁ.

Informações e fotos dos encontros anteriores em: http://www.accassola.com.br/

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

CAMINOS DO URUGUAY:

RELATO DA VIAGEM:
Buenas!Saímos as 9 hs. de Xangri-Lá com tempo nublado e quase chovendo, andamos cerca de 20 quilómetros e a chuva começou, ai paramos e colocamos as roupas de chuva, saímos e aquela chuvarada despencou, quando chegamos a Osório o tempo começou a abrir e seguimos pela BR 290 (Freeway) sem chuva, passamos por Porto Alegre e seguimos a Guaiba onde fizemos o primeiro abastecimento, dai até Pelotas e depois Jaguarão, não tinha praticamente movimento na estrada, seguimos bem.Ponte sobre o Rio Jaguarão (que separa Brasil e Uruguai)Rio Branco e seus Free-Shops (já dentro do Uruguai)Campos Uruguaios:Lugares muito bonitos em um fim de tarde daqueles:Melo finalmente (depois de 630 km.) via Ruta 26:Até agora tanto a Falcon como a Tornado estão indo bem, as velocidades de 100 a 110 por hora e o consumo em torno de 20 km por litro.
Amanha iremos a Taquarembó, depois Rivera e na sequência Artigas.
.
Bom completando na chegada em Melo, já eram 18 hs. passadas e ainda tínhamos sol, fomos ao centro procurar hotel, o primeiro lotado, o segundo idem, pensamos nessa epóca lotados??? na terceira tentativa conseguimos um quarto, nem pensamos muito em valores, mas saiu caro $Ur 1.200,00 para dois com café da manhã, mas o quarto tinha até splite, e garagem para as motos... Show de bola...Na noite comemos uma bela pizza, tomamos uma bud, e cama...Acordamos cedo, tomamos café, arrumamos as coisas e tipo 8 hs. da manhã estamos saindo do hotel, frio pra chu-chú, Melo começava a se movimentar...Abastecemos e seguimos rumo a Tacuarembó, as paisagens dos campos nos acompanharam por vários quilómetros, até que na divisa com o Departamento de Rivera muda para uma vegetação rasteira e seca, a uns 120 quilómetros de Melo abastecemos em um destes lugares perdidos no meio do caminho e lá deveria estar algo como 2 ou 3 graus, muito frio mesmo, saímos e mais uns 100 quilómetros chegamos Tacuarembó, cidadezinha típica do interior do Uruguai, com varias praças, ruas que vão e ruas que vem, uma praça principal com a igreja, tudo muito parecido com Melo, até acho que em termos de população deve ser parecido também, ali em Tacuarembó já estava um pouco mais quente algo como 7 a 8 graus, demos umas voltas e olhadas na cidade e seguimos rumo a Rivera...Entre Tacuarembó e Rivera são mais ou menos 100 km. que foram vencidos com facilidade, nesse trecho já próximo do meio dia o sol já estava mais forte então tinha um pouco mais de calor, as paisagens são belíssimas, muito bonitas mesmo, chegando em Rivera, que é a Meca dos free-shop's da fronteira BrasilXUruguai, umas olhadas rápidas e fomos almoçar em Santana de Livramento numa churrascaria que já conhecia de outra viagem, almoçamos bem e saímos para mais uma olhada na cidade de Rivera, que é uma cidade maior e mais desenvolvida do que Melo e Tacuarembó, o movimento dos free-shop's move a economia de Rivera, isso causa prejuízo a Santana de Livramento em termos económicos mas o jogo é esse, e em outros anos já foi o contrario... umas fotos básicas e seguimos pelo mesmo caminho que viemos até um trevo, a uns 50 km. de Rivera, onde abastecemos e seguimos rumo a Artigas, nos primeiros km. a Paisagem é muito parecida com o que encontramos entre Tacuarembó e Rivera, mas logo surge uma serra e uma subida de uns 300 a 400 mts. e lá em cima tudo diferente, os campos cheios de pedras e pedras e mais pedras que vai por quase 100 quilómetros igual, uma paisagem estranha, muitas ovelhas, gado e pedras nos campos, sem dúvida um lugar único, e no meio disso só um pequeno lugarejo abandonado no meio do nada... Seguimos e chegamos a Artigas no meio da tarde, cidadezinha pequena na fronteira do Brasil com Quarai, alguns free-shop's meio quebrados, atravessamos a cidade e fomos até a ponte internacional de La Concórdia, tiramos umas fotos e rapidamente saímos, abastecemos e já eram 17 hs. quando saímos de Artigas em direção a Bella Union, a estrada é um carreiro, ainda bem que não tem movimento praticamente nenhum, estreita, com pontes na maioria para apenas um carro, e com o asfalto muito ruim, a paisagem a mesma de antes, pedras, pedras e mais pedras, e frio também... anoiteceu e não chegava essa tal de Bella Union, e nem placas não falavam nela, comecei a achar que era mais uma lenda, como o Acre, e a estrada cada vez pior, ai surge uma pequena placa, Bella Union 20 km., bom esse é o caminho, logo apareceu umas luzes a esquerda, e a estrada pendeu pra direita, e tinha luzes pra direita também, em poucos quilómetros estávamos em Bella Union, e ai me toquei o porque das luzes, do lado esquerdo a Argentina (Monte Caseros) e do lado direito Brasil (Barra do Quarai), entramos na pequena cidade, eram 20 hs. e pouco movimento nas ruas, perguntamos para um Senhor sobre um hotel, o primeiro nem achamos, o segundo que foi indicado achamos, era pra ser o melhor da cidade, mas era brabo de encarar, mas encaramos, um quarto sem banheiro, mas uma tv e sem janelas pra rua, fazer o que? era só o que tinha, ficamos ali, afinal tinha um lugar nos fundos que podemos colocar as motos, descemos as bagagens, tomamos um banho bem rápido e fomos conhecer a cidade, andamos umas cinco quadras e a cidade parecia uma cidade abandonada, achamos um pequeno bar e ali comemos um lanche (chivito), tomamos uma coca-cola, e fomos pro hotel, afinal essa é uma das zonas com mais casos de gripe aviaria no Uruguai e quanto menos contato com a população melhor, chegamos no hotel já com serração baixa, assistimos ao jogo da final da libertadores, e o sono veio...
.
Acordamos era umas 7:15 hs. o dia anterior foi puxado, andamos quase 700 km. e com muito frio... Tomei um banho, tomamos o café, se é que se pode chamar aquilo de café da manha, a serração fechada que não se via nada, era 8:30 hs. saímos do hotel, fomos até a ponte da divisa com Barra do Quarai, depois fomos até a divisa com o Rio Uruguai, mas pouco se via, andamos um pouco na cidade, e desistimos de ir até o ponto de encontro do Rio Quarai com o Uruguai, onde há um mirante que se vê o lado brasileiro e o lado Argentino, abastecemos e pegamos a estrada, a serração era muita, e fomos com cuidado, o caminho para Salto é excelente e o movimento na estrada é pouco, pra se ter uma ideia em 140 km. fomos ultrapassados por uma camionete e ultrapassamos dois caminhões e um carro velho, andamos no inicio a 80 km. p/h, depois a 90 km p/h e chegamos em Salto já eram 11 hs., ai já tínhamos um céu mais aberto e Salto nos pareceu uma bela cidade, seguimos por mais 14 km. até a represa sobre o Rio Uruguai, e fomos até o lado Argentino com as motos, só não passamos a alfandega para não nos atrasarmos mais, a represa é gigantesca, e muito bonita, ali o Rio Uruguai deve ter quase um quilometro de largura, voltamos e pelo caminho observei que naquela região existem vários hotéis de excelente qualidade, deve ser em função das águas termais que são famosas daquela região, passamos novamente por dentro de Salto, sem entrarmos no centro da cidade, e a impressão que ficou é das mais positivas, a cidade deve ter algo com 70.000 habitantes, moderna com prédios altos e voltada para o Rio Uruguai, bonita mesmo... Seguimos para Paysandú, a estrada, la Ruta como dizem los hermanos, és buena, com belos campos com muito gado, e algumas plantações... em pouco mais de uma hora estávamos entrando em Paysandú, fomos até a ponte, tiramos umas fotos, e fomos ao centro, na ida passamos pelo parque que há na beira do Rio Uruguai, e que deve ser maravilhoso durante o verão, muitas sombras, churrasqueiras, show de bola, é a segunda vês que passo ali e me chama a atenção, vou ter que ir lá comer um churrasco uma hora destas... fomos ao centro e procuramos algo para comer, por indicação de um flanelinha fomos comer uma hamburguesa em uma carrocinha, se arrependimento mata-se... buenas, mas é assim mesmo... pegamos o caminho a Frei Bentos, a estrada já com mais movimento e muito boa, bem sinalizada, e rapidamente chegamos e fomos até a ponte internacional que esta bloqueada do lado Argentino por manifestantes contra a estalação de indústrias de celulose no lado Uruguaio, tiramos umas fotos ao longe da ponte, umas fotos da indústria de celulose que já esta funcionando, a outra ainda esta sendo instalada, e seguimos rumo a Colónia del Sacramento, passamos em Dolores e dali em diante a região é muito bonita, muitas plantações, parreirais, região muito produtiva, até tinha uma placa na beira da estrada que dizia que aquela região é o celeiro do Uruguay, sem dúvida muito bonito, cidades com praia voltada para o Rio Uruguai, e já no entardecer paramos em um lugarejo destes e fomos até a beira rio, muito bonito mesmo, seguimos... e logo anoiteceu e nós de novo na estrada, anoitece e o frio fica pior, mesmo com todo o equipamento ainda se sente frio, é um frio que corta as roupas e penetra por algum orifício no fecho, sei lá... logo chegamos na bela e histórica Cólonia de Sacramento, paramos em um posto de servicio, que é como é chamado posto de gasolina nos países de língua castelhana, abastecemos e seguimos para o centro, eram como 19:30 hs., sabíamos que pagaríamos mais caro por hospedagem em Cólonia, paramos em um hotel e não tinha garagem, noutro muita pompa, noutro sei lá, ai fui num hostel e nem me atenderam, más quando é pra dar certo dá, sai meio assim do hostel e fui ai que vimos numa esquina um hotel bem simpático, entrei e me agradei, olhei o quarto e era muito bom com splite e tudo, ai dei uma chorada e ficamos ali mesmo por US$ 64,00, barato não é mas... descemos as bagagens, banho tomado, e fomos comer algo, comemos uma bela pizza na tabuá, muito boa e tomamos uma heineken de litro, que cerveja mais forte, voltamos para o hotel e fomos dormir...
.
Acordamos bem cedo, antes das 7 hs. da manha, tomei um banho e fomos caminhar pela parte histórica da cidade, que fica a poucas quadras do hotel onde estávamos, estava muito frio, algo como zero grau, caminhamos pelas ruas desertas, tiramos algumas fotos das casas antigas, construídas em 1680, coisa muito bonita, casas, forte, igreja, ruas... história viva e sem pagar ingressos, hehehehehe, antes das 8:30 hs. estávamos de volta ao hotel, tomamos café e arrumamos a bagagem, saímos do hotel e demos mais uma volta pela cidade, e o tempo com cara de chuva, antes de sairmos olhamos a previsão do tempo e segundo a previsão em Montevideu teríamos chuva... saímos e fomos até o local onde há uma arena de toros abandonada, existe também um casino abandonado e o hipódromo da cidade, falamos com um senhor que vendia umas quiquilharias na beira da calçada e em um castelhano terrível de entender nos deu um histórico rápido sobre a arena e o casino, ele nos falou que foram construídos no inicio do século XX, e que atraiam muitos jogadores que vinham da Europa, Buenos Aires e de todos lados para ali se divertir, mas com o passar de alguns anos as entidades protetoras dos animais Uruguaias interviram e proibiram espetaculos com morte de animais, ai a arena foi interditada, e o casino foi aos poucos diminuindo o movimento até fechar... Saímos dali e atrávesamos novamente a cidade de Cólonia de Sacramento e deixamos para trás suas lindas avenidas arborizadas por plátanos sem folhas que deixam um visual muito lindo nesse inverno muito frio e bonito... Seguimos pelo caminho que leva a Montevideu, no inicio a pista é simples e muitas árvores ao redor da pista, passados uns 50 km. a pista fica dupla e só se vê campos e mais campos, o movimento na estrada nos parece fraco, mas é só você parar por alguns minutos na beira da estrada e passam vários carros e caminhões, acho que como vínhamos em um ritmo de 100/110 km. andávamos na velocidade que a maioria anda, por isso não tínhamos noção do movimento da estrada, conforme andávamos aos poucos chegávamos próximo a nuvens carregadas de chuva, mas do nada elas sumiam e seguimos até Montevideu com sol, entramos em Montevideu, passamos pelo centro da cidade, seguimos até a Rambla que margeia o Rio do prata (desde Colónia já é Rio do Prata) paramos para algumas fotos, o Rio dava laçasso contra a mureta do calçadão e respingava agua pra todo lado... seguimos... logo a frente mais uma parada para aguardar o Alexandre que sumiu no transito, ainda bem que logo ele apareceu, nessa parada observei a beleza dessa avenida, seus prédio, as praças, enfim Montevideu é uma bela cidade...seguimos e mais a frente, quando já tínhamos passado pela entrada do aeroporto de Carrasco, e já estávamos na Ruta que leva a Punta, paramos em um posto de combustíveis para comer algo, almoçamos um sanduiche, conversamos um pouco, e saímos já eram mais de 14 hs. e nada de chuva... andamos uns 50 km. e a chuva veio, o Alexandre estava com a capa de chuva desde Colónia, ai parei em uma parada de onibús e coloquei a capa...andamos uns 10 km. e a chuva veio com tudo, andamos mais uns km. e entramos para Piriapolis, muita chuva, frio e a cidade (balneário) deserta, olhamos aqui, ali, e não deu para encarar, nossa ideia era dormir ali pois naquela sexta haveria um moto acampamento, evento organizado pelo M. G. Falcones do Uruguay, mas era muito frio e não identificamos condições de ficar ali, subimos no cerro que tem um bondinho, fotos, frio, e chuva (heheheheh), depois de alguns minutos e tudo fechado na cidade, abastecemos e decidimos seguir a Punta del Este... não são muitos quilómetros entre Piriapolis e Punta del Este, mais a chuva e o frio fazem qualquer distancia ficar complicada, como estava com os pés congelando e as mão geladas, não pensei muito e fui direto em um hotel que já conhecia, viajar com frio e chuva não é nada fácil... chegamos no hotel, U$ 50, para dois com café da manhã, descemos a bagagem, um banho bem quente, e decidimos ir ao shoping da cidade, fomos e me impressionei com o movimento, muita gente no shoping e no supermercado, certamente Punta deixou de ser apenas um balneário de veraneio, caminhamos um pouco, comemos um big mac, e o cansaço começou a aparecer, depois de quatro dias andando quase 2.500 km. em condições de frio, cerração, chuva e estradas desconhecidas, fomos para o hotel, e antes das 21 hs. eu já estava dormindo...
Acordamos, chuva e cerração, tomamos café sem muita pressa, arrumamos a bagagem, sábado chuvoso até no Uruguai é parado, uma volta na Punta, paramos na mão e tiramos umas fotos, fomos em direção a La Barra, umas fotos da ponte e seguimos pela costa, até um ponto que saímos em direção da Ruta que liga Montevideu ao Chuy, andamos por alguns quilómetros e entramos em direção a La Paloma, La Paloma é um balneário muito bonito... são poucas casas, 2 ou 3 prédios, um farol, uma bahia muito bonita com uma ilha de areia na entrada da bahia e um porto com barcos da marinha Uruguaia, pesqueiros e veleiros... Saímos dali e seguimos para Cabo Polónio por uma Ruta que liga La Paloma a vários outros balneários, andamos uns 60 km. e chegamos a entrada de Cabo Polónio, eram 12:25 min. e só deu tempo de largarmos as motos, pagar o valor da entrada no parque, e deixarmos nossas bagagens na portaria e subir no jipão tracionado e seguir rumo a praia, anda-se uns 20 min. por entre dunas e uma floresta de pinus, até que se chega a praia, e na chegada se tem a impressão de uma vila de pescadores tipo a vila de pescadores do farol da solidão no litoral norte do RS, o jipão nos larga bem no meio da vila, e notamos que havia inúmeras placas de aluguel nas casinhas bem humildes da vila, isso quer dizer que muitos turistas devem ir para lá e aluga las... Bem são entorno de 250 casas, algumas pousadas na beira do mar, um farol, uma base da marinha e os lobos marinhos, muitos lobos marinhos, tem uma ilha de pedra a uns 1000 mts da praia tomada por eles e na beira da praia próximo ao farol também tinha inúmeros, todos lagartiando no sol, esses da praia dormindo quietos, os da ilha numa gritaria louca, acho que a ilha é o local do acasalamento, caminhamos um pouco entre as casas, o sol brilhava e como estávamos com as jaquetas e roupas de frio passamos calor, tiramos umas fotos e fomos procurar algo para comer, pois ja era quase 13:30 hs., ai restou apenas um pão com mortadela, más foi bem, com fome até pedra vai... em Cabo Polónio o acesso é somente por esses jipes, não se pode entrar com carro, moto ou a pé, existe um controle para preservação do meio ambiente, pra se ter uma ideia não existe luz eletrica no local, apenas para o exercito e marinha e para o farol, as ruas são caminhos no meio das dunas, e existe uma comunidade hipie (naturebas) bem grande que moram lá nessa praia... as 14 hs. pegamos o jipão de volta e em mais 20 min. estávamos seguindo nosso caminho, é impressionaste o numero de turistas estrangeiros que encontramos em todos os lugares, o Uruguay é rota dos turistas, principalmente europeus e americanos... bom, seguimos até Castillos ali abastecemos e seguimos por uma estrada de chão batido, que na parte inicial era bem boa, chegamos a andar a 90 km. p/h, e logo com uma chuva muito forte ficou virado num enorme lamaçal e não se conseguia andar a mais do que 40 km. p/h, era muita chuva e o lodo escorregando... foram 60 km. naque situação e quando a chuva terminou a estrada foi ficando boa e logo começou o asfalto novamente, andamos, andamos e com o sol entre nuvens em uma colina decidi parar para esticar as pernas, estava com caimbra na perna esquerda, conversamos um pouco e observei a correia da moto do Alexandre meio frouxa, ele vinha todos os dias apertando a correia, e comentei essa tua correia vai acabar arrebentando... subimos nas motos e fiz sinal para o Alexandre seguir na frente, antes dele colocar a terceira marcha a correia arrebentou... eram quase 17 hs. e agora, primeiramente pensamos em emendar ali mesmo, só que com poucas ferramentas logo desistimos, pensei em buscar um mecânico, pelos meus cálculos estávamos a uns 20 km da próxima cidade, José Pedro Varela, mas falei pro Alexandre quem sabe te puxo? mas como? não temos corda! peguei um alongador que amarava a bagagem dele, e amarei na minha moto e disse pra ele segurar com a mão e qualquer coisa soltar a cordinha, arranquei bem devagar e fomos indo, andamos a 60 km. p/h, e fomos indo, quando avistei o trevo de acesso a cidade me senti aliviado, diminui a velocidade e percebi que vinham algumas pessoas de moto, fiz sinal e um deles parou, falei o que havia acontecido e logo se prontificaram a nos acompanhar até uma oficina, seguimos por umas quatro quadras e logo estávamos em frente a uma casa em que funciona uma oficina, explicamos e mostramos o que queríamos, num primeiro momento as emendas de correia ou eram muito pequenas ou muito grandes, até que o mecânico pegou e retirou a correia de uma xl 350 honda que estava ali na oficina, veio até a tornado e viú que dava, e colocou na hora, fiquei olhando, depois dizem que os Uruguaios não gostam do Brasileiros, aliás não são Uruguaios não, são Orientais, mas isso é conversa mais pra frente, como a correia da tornado era com retentor e a emenda não tinha, o mecânico teve que dar uma esmirilhada para encaixar bem, mas picou bem e na colocação foi constatado que o pinhão tinha ido pro saco a muito tempo, e na verdade foi o pinhão que danificou a relação toda, mas, correia colocada, perguntamos o preço, e tivemos a surpresa do cara não querer cobrar nada, ficamos até constrangidos e o Alexandre acabou dando uns pilas pra ele, mais uma vez nas minhas viagens acontece isso... na viagem ao Chile tivemos um problema com a garupeira da falcon do Rodrigo que quebrou, estávamos em Santa Rosa no meio da Argentina, era domingo e encontramos um cara, o Guido, com o maçarico ligado na hora que chegamos, ai o Guido fez o serviço e não cobrou nada, não aceitou dinheiro de forma alguma... agora era sábado, 18 de Julho, feriado da independência do Uruguai, e achamos um cara que tirou a correia de uma moto particular pra pegar uma emenda pra nós e ainda não quer cobrar nada... bom agradecemos, comprimentamos todos, agradecemos de novo e seguimos, já começava a escurecer e nossos amigos com as motos nos acompanharam até o trevo da cidade, ainda existe gente boa nesse mundo, bom quando chegamos a oficina liguei para o Rodrigo em Pelotas e disse o que havia acontecido e pedimos a ele pra comprar uma relação de tornado que iríamos precisar pro outro dia... saímos de José Pedro Varela e seguimos a Trinta e Três, são 60 km. que foram vencidos rapidamente, começou a chover novamente e estava bem frio, ao chegar em Trinta e Três abastecemos e seguimos a Vergara, e um pouco antes de Vergara a estrada esta em obras por uns 25 km., e com chuva e sem sinalização na estrada e um movimento de caminhões e carros surpreendente, fomos indo, na entrada de Vergara paramos um pouco e a correia tinha cedido mais um pouco, apertamos e seguimos, quando vi uma placa indicando que estávamos a 54 km. de Rio Branco pensei que se arrebenta-se novamente essa correia ia ser brabo, frio, chuva, noite, sem sinalização na estrada, vamos lá, fomos indo e antes das 20 hs. chegamos na alfandega, fizemos o trâmite e seguimos a Jaguarão, já estava tudo fechado e o primeiro hotel que vimos nos jogamos pra dentro, enquanto eu ajeitava o hotel, o Alexandre viu uns caras carregando umas motos em uma camionete, em frente a uma auto peças de motos, e foi lá e conseguiu comprar uma relação, as motos estavam sendo carregadas para o motocros de domingo em Pelotas, e o dono da loja nos conseguir o número do telefone de um ex-funcionário para trocar a relação, fizemos contato e ficou agendado para o outro dia pela manha fazer o serviço, fomos para o hotel, tomamos um banho e fomos comer algo, comemos um Xis em jaguarão na praça da igreja em um cachorrão, voltamos e cedo estávamos dormindo, foi um dia corrido...
.
Acordamos cedo, tomamos café, e antes das 8:30 hs. estávamos em Rio branco para fazer umas comprinhas, nossa surpresa foi que as lojas na maioria abrem as 10 hs., ai ligamos para o mecânico que iria fazer a troca da relação e fomos lá, eram 9:30 hs. quando o rapaz começou a fazer o serviço, deixei o Alexandre lá e fui pra Rio branco, comprei uns presentinhos encomendados pela patroa, e antes das 11:15 hs. estava no hotel, me desencontrei do Alexandre, arrumei minhas coisas e fiquei esperando ele, logo ele chegou com a moto OK e já tinha comprado uns presentinhos também, aguardei ele arrumar suas coisas, abastecemos e fomos em direção a Pelotas, são 150 km. aproximadamente entre Jaguarão e Pelotas, e chegamos umas 13:20 hs. na casa do Rodrigo, que nos aguardava com um churrasco daqueles, Rodrigo, Bianca, Diego, Tiago e outros... show de bola essa turma, quando chegamos o churrasco tava no ponto e a fome era grande, conversamos muito demos boas risadas, belas companhias, e as 15:45 hs. nos despedimos, não sem antes o Alexandre colocar em sua bagagem a relação de Tornado que o Rodrigo comprou na noite anterior, enfim seguimos rumo a nossas casas, entre Pelotas e Porto Alegre são 260 km. e mais 130 km. até Xangri-Lá, seguimos bem com pouco movimento, andamos entre 100 km. p/h e 120 km. p/h e com pouco transito a estrada rende... logo estávamos em Porto Alegre, paramos no posto Grall na free way e antes das 20 hs. estávamos em casa, nos despedimos na entrada de Atlântida, baita parceiro esse Alexandre, viagem concluída.
.
Excelente viagem, realmente o Uruguai é um belo pais, suas paisagens, sua cultura e sua história são extraordinárias, seu povo é muito receptivo e ordeiro;
Não tivemos problema algum com a policia, alias não se vê muita policia por lá;
Existe uma idéia entre as autoridades Uruguaias que nós Brasileiros levamos divisas (dinheiro) quando vamos a turismo para lá;
Documentação na fronteira: Carteira de Identidade e documentos da moto em nosso nome sem nenhum financiamento;
Carta verde não fizemos e em nenhum momento nos pediram;
Hotéis: Sem nenhuma dificuldade, apenas em Bella Union ficamos em um hotel bem ruim, mas lá não se tem opção mesmo, no mais ficamos em hotéis bons e a média de preço entorno de R$ 50,oo por pessoa;
Total de quilómetros: 3.315 km;
Gasolina:180,474 litros (abasteci sempre com gasolina aditivada no Brasil e com a Super 95 no Uruguai;
Média: 18,368 Km por litro (acho uma média boa), a Falcon e a Tornado fizeram praticamente a mesma média com muito pouca diferença pra mais ou pra menos (não entendi isso, como pode uma hora a Falcon gastar mais e no outro abastecimento gastar menos que a Tornado)
Velocidade: entre 100/120 km. p/ hora;
Despesa total aproximada: R$ 750,00 entre hospedagem, alimentação e gasolina.
Até a próxima viagem.

Fotos em: http://picasaweb.google.com.br/ralves1000/CaminhosDoUruguay#

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

QUE MUNDO MARAVILHOSO...

Tem dia que a gente acorda de uma forma diferente:

What A Wonderful World
Louis Armstrong
Composição: Bob Thiele / George David Weiss / Robert Thiele Jr.

I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself, what a wonderful world
I see skies so blue and clouds of white
The bright blessed day, the dark sacred night
And I think to myself, what a wonderful world
The colors of the rainbow, so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shaking hands, saying, "how do you do?"
They're really saying, "I love you"
I hear babies cry, I watch them grow
They'll learn much more, than I'll never know
And I think to myself, what a wonderful world
Yes, I think to myself, what a wonderful world


Tradução para Português:


Vejo árvores de verde, rosas vermelhas também
Vejo-as florescer para mim e para você
E eu penso para mim mesmo, que mundo maravilhoso

Vejo 0 céu tão azul e nuvens de cor branca
O brilhante dia abençoado, a sagrada noite escura
E eu penso para mim mesmo, que mundo maravilhoso

As cores do arco-íris, tão bonitas no céu
Encontram-se também sobre os rostos das pessoas a passar
Eu vejo amigos agitando as mãos, dizendo: "Como você faz?"
Eles estão realmente dizendo, "Eu te amo"

Eu ouço bebês chorar, eu a observá-los crescer
Eles vão aprender muito mais, do que eu nunca vou saber
E eu penso para mim mesmo, que mundo maravilhoso

Sim, eu penso para mim mesmo, que mundo maravilhoso