quinta-feira, 29 de setembro de 2016

RUTA 40 - De La Quiaca a Bariloche - Primeiro dia - A partida:

Dia 03/09/2016 - Sábado - Xangri-Lá/BR x Mercedes/AR – 881 km – Total 881 km.


Os dias que antecederam este dia foram lentos, arrastados e cheios de imprevistos, tudo conspirava para dar tudo errado, mas incrivelmente nos dois dias anteriores tudo deu certo para pegar a estrada com tranquilidade.
Arrumei a bagagem entre o final da tarde e o começo da noite de sexta-feira, e fui dormir antes das 23:00hs, acho que pela correria dos últimos dias acabei dormindo rápido e com o despertador do celular aos gritos me acordei as 3:50hs da madrugada.
Fui direto ver o tempo, e a previsão se confirmou, estava com cara e jeito de chuva, e bastante frio.
Rapidamente tomei um banho e vesti as roupas de viagem, arrumei a bagagem e coloquei a capa de chuva, e quando tudo estava pronto fui me despedir dos meus filhos que dormiam profundamente, dei um beijo em cada um e acordei a Cris para me despedir.
Sai de casa as 4:48hs da manhã e estava escuro e frio, e nos primeiros metros já percebi uns pingos de chuva na viseira...
Todo aquele medo, que senti nos últimos dias, do frio que enfrentaria, do cansaço, da possibilidade de algum acidente, e da saudade que sentiria dos meus filhos e da minha esposa, como num passe de mágica desapareceram no momento que dobrei a esquina de minha casa rumo a meu destino desconhecido.
Sai pela Av. Central de Atlântida, lugar muito movimentado no verão, havia uma festa em um pub que estava finalizando, vi gente saindo cambaleantes pelo álcool e p elo cansaço. Segui em frente e a chuva se apresentou com intensidade, peguei a RS407 e nos primeiros quilômetros fui em uma velocidade mais lenta, como sempre tenho costume, aos poucos fui aumentando o ritmo, e rapidamente estava na BR101, abasteci no primeiro posto de combustível e com calma verifiquei toda a bagagem, ali fui indagado pelo bombeiro para onde eu iria, respondi e vi que ele não entendeu nada...
Segui pela BR101 e depois pela BR290 (freeway) a chuva me acompanhou até a altura de Santo Antônio da Patrulha, nessa altura já andava acima de 110 km p/h.  Logo cheguei ao pedágio de Gravataí e a chuva voltou com força, segui no mesmo ritmo e rapidamente cheguei a ponte sobre o rio Guaíba, a minha esquerda ficava para traz as luzes de Porto Alegre que ainda dormia, a chuva apertava e o transito aumentava, ônibus e caminhões acelerando, o dia não amanhecia, era quase 7:00hs e não clareava, muito pela chuva e o tempo fechado.
Pensava no horário que devia estar em São Gabriel para encontrar o Rodrigo, e isso me preocupava, com a chuva baixei a velocidade para não correr riscos... Parei em Butiá para abastecer e colei meu primeiro adesivo, descansei um pouco e segui, estava sem café ainda e preferi tocar a viagem. Quando sai do posto de combustível andei dois ou três quilômetros e parou de chover, logo o asfalto estava seco e aumentei meu ritmo e a viagem começou a render, parei para abastecer novamente pouco antes de São Gabriel, e as 9:58hs cheguei no trevo de São Gabriel, parei no posto de combustível e fui direto tomar um café, estava muito frio e minhas mãos estavam molhadas.
Pouco depois, por volta das 10:05hs chegou o Rodrigo, enquanto ele abastecia sua moto, fiquei tomando meu café quente e pensando na viagem.
Nos cumprimentamos e cada um perguntou pela sua família e pelo trajeto até ali, ficamos uns 15 minutos conversando e resolvemos partir.
Saímos com chuva e frio, que cada vez aumentava mais, nosso destino Uruguaiana, andamos cerca de 150km e senti minha moto bambear a traseira, parei e vi meu pneu traseiro no chão, como levei um compressor de ar rapidamente, e debaixo de muita chuva, enchemos o pneu e seguimos, isso se repetiu mais uma vez, e na entrada de Alegrete achamos uma borracharia.
Consertamos o pneu, perdemos quase uma hora, e seguimos viagem, o tempo alternava entre muita chuva com frio, e pouca chuva com frio, pouco depois das 13hs estávamos em Uruguaiana, procuramos um amigo que providenciou o câmbio de reais por pesos e a carta verde para cada um de nós. Tomamos um café e conversamos um pouco com o Alexandre e se despedimos agradecidos a ele e seu pai Sr. Catarino.
A chuva e o frio nos acompanharam tanto na chegada como na saída de Uruguaiana.
Chegamos na aduana, que fica já em solo Argentino, do outro lado do Rio Uruguai, era pouco mais de 14hs, nossos receios de encontrarmos problemas na aduana não se confirmaram, foi tudo rápido e sem perguntas.
Seguimos em direção a Ruta 14, passamos pela entrada de Passo de Los Libres e paramos em um posto de combustível para abastecermos, e como boas vindas o bombeiro deu uma lavada de gasolina no tanque da minha xt66, fiquei na hora indignado, mas como vi que o cidadão não mediu esforços para lavar o tanque, acabei levando na boa.
Pegamos umas dicas de como pegar o caminho para Corrientes, já era passado das 15hs.
O frio apertava e a chuva fina e persistente deixava a estrada escorregadia, o que fazia pilotarmos com muito cuidado.
Seguimos e chegamos a Mercedes/AR no final da tarde, era 17hs e a noite já se apresentava, resolvemos dormir por ali mesmo, foram 870km para mim com chuva em quase a totalidade. Minha moto fazendo inacreditáveis 16 km p/l.
Mercedes se apresentou como uma cidade acanhada e com poucas opções de hotéis, pegamos um bem simples, pagamos 400 pesos para duas pessoas sem café da manhã, guardamos as motos, e fomos descansar, o cansaço pela pilotagem na chuva era grande.
Saímos para comer algo e tomar uma cerveja, fiz contato com a família e logo fomos dormir. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

EM CASA!!!

Buenas!!!!
Cheguei em casa dia 15/09/2016.
Treze dias de estrada e mais de 8.000km.
Tudo ok na viagem.
Simplesmente sensacional.
Em breve relato com todos os detalhes.
Abraço a todos.
Rogério.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

RUTA 40 - De La Quiaca a Bariloche:

Depois de alguns adiamentos e indefinições está chegando o dia de pegar a estrada. 
Sairemos dia 03/09/2016, rumo a La Quiaca/AR e desde lá vamos percorrer a Ruta 40 até Bariloche/AR. Sairemos do Brasil por Uruguaiana e é provável que retornaremos por lá também. 
No decorrer da viagem vamos postando relatos e fotos.
Convido a todos para viajar conosco acompanhando as atualizações do blog e as fotos em meu instagran: rogeriocolissi.

terça-feira, 1 de março de 2016

RUTA 40:

Sigo alimentando esta vontade...
Roteiro definido... Parcerias alinhavadas...

RETORNO AO MUNDO DAS VIAGENS:

2015 se foi... Moto Lagoa de São Lourenço do Sul, em Março, Encontro do MG Falcão Gaúcho em Bom Retiro do Sul/SC, em Julho, e Encontro de Motos em Melo/UY, em Novembro.
Foram poucos quilômetros para um ano que prometia... Más a grana anda curta e as prioridades familiares vem na frente.
Más esse fim de semana passado fui a Cambará do Sul/RS pela Rota do Sol e voltei por Praia Grande/SC e depois BR101. Quase 300 km. Asfalto na ida e estrada muito ruim entre Cambará do Sul e Praia Grande na volta, mas o visual compensou tudo. Excelente passeio de sábado (27/02/2016). 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

PROJEÇÕES PARA 2015:

Os anos de 2013 e 2014 foram quase parados em termos de via
gens, tinha outras prioridades, em 2013 nasceu o Arthur e me formei na faculdade, em 2014 estudei para passar no exame de ordem e graças a Deus passei e estou a alguns dias de receber minha carteira de Advogado.
Então 2015 será um ano de viagens... Projetos não faltam...

POR LAS RUTAS DEL MERCOSUR - Relato completo:

Primeiros dias (03 e 04 de Maio de 2014) -
Depois de alguns dias de planejamento, finalmente chegou o momento de pegarmos a estrada. Iriamos em 7 motos, mas saímos em 5 motos, em dois grupos:
Um no sábado (03/05) em que foram Jorge, Luis Carlos e Elton, duas TDM 900 e uma XRE 300, com destino a Gualeguaychú para o EXPO MOTOS, sairam cedo, foram até Santana do Livramento e por ali entraram no Uruguay, saíram do Uruguay por Paysandú e dormiram em Colon/AR, fizeram mais de 1.000 km, dia puxado com o desafio do trecho entre Tacuarembó/UY e Paysandú/UY que estão em péssimas condições. Chegaram já noite, pegaram um hotel no centro e depois de jantar e umas geladas foram descansar.
No domingo, escuro, 04:30 hs. parti de Xangri-Lá, sai com o céu ao longe anunciando chuva, já fui com a roupa de chuva, e quando estava a mais ou menos 100 km de casa ela veio, veio com força, muita chuva na freeway, começou na altura de Glorinha e quando cheguei em Gravataí ela estava muito forte. Segui firme andando entre 100 e 120 km/h, a XT660 é guerreira e com algum peso ela vai rasgando as poças dágua, o primeiro abastecimento foi em Pantano Grande, fiz um belo tiro inicial, rendeu bem apesar da chuva, descansei um pouco, e logo segui, meu destino próximo era encontrar com o parceiro Adriano, de Santa Maria, em um posto próximo a Rosário do Sul, segui andando bem, a estrada vazia, domingo pela manhã com chuva só eu na estrada, próximo a Rosário do Sul começo a encontrar várias motos, algumas esportiva e várias HD, por volta das 10:30 hs. cheguei no ponto de encontro, o Adriano já estava me aguardando a algum tempo, nos saldamos, abastei a moto, conversamos um pouco e seguimos rumo a Santana do Livramento, o tempo começou a melhorar e logo a chuva ficava para trás. Pouco depois do meio dia estávamos em Santana do Livramento, fizemos câmbio, almoçamos, ligações para as esposas, e partimos rumo a Quarai, como sabia que a estrada entre Tacuarembó e Paysandú esta muito ruim preferimos seguir por Artigas/UY. Vencemos os 100 km. até Quarai em aproximadamente uma hora, abastecemos, fizemos a aduana e adentramos no Uruguay, as duas XT´s andando bem e fazendo as mesmas médias, tivemos ajuda de um casal para acharmos a saída da cidade, muito simpáticos e prestativos, seguimos rasgando o Uruguay por meio aos campos com algum gado e pouquíssimas plantações, asfalto meia boca, mas conseguimos vencer sem nenhum susto, quando estávamos chegando em Salto/UY uma fraca chuva começou a nos acompanhar. Eram 17:30 hs. estávamos no trevo de acesso a cidade de Salto, dali seguimos para as Termas de Dayman, foram 960 km. para mim, e algo como 650 km. para o Adriano. Pegamos um hotel econômico, trocamos de roupa e fomos aproveitar o parque municipal, muito bom, água a quase 40 graus natural, show de bola, jantamos um chivito com umas geladas e cama, que o cansaço tava grande.
Enquanto isso, no decorrer do mesmo dia, nossos parceiros, Jorge, Luis Carlos e Elton, aproveitaram o domingo para conhecer a feira em Gualenguaychú/AR, deixaram as bagagens no hotel em Colón/AR e passaram o dia na feira, no final da tarde retornaram a Colón, onde dormiram.

Terceiro dia (05 de Maio de 2014) -
O dia amanheceu nublado, uma nevoa baixa deixava o dia com cara de preguiça, passei a noite me batendo tentando matar uns mosquitos, era sete horas tava esperando o café, logo o Adriano me acompanhava, depois ficamos sentados olhando o movimento, conversando sobre viagens, parcerias, fazendo o tempo passar, conversa vai e conversa vem e já era quase 10 hs. e estávamos ali olhando o tempo. Escutamos um barulho de motos e eram os nossos parceiros, chegaram e arrumamos hospedagem no mesmo hotel, conversamos um pouco, contaram suas aventuras e estórias dos dias anteriores e pouco antes das 11 hs. decidimos seguir para Salto, fomos direto a cidade, abastecemos e seguimos para a visita a represa, que fica a uns 15 km. de distancia da cidade, visemos a visita guiada, com vídeos explicativos da história da represa e visita in loco da represa, vale muito a pena, e tem que ser elogiado o atendimento, e sem custo nenhum. Passado das 13 hs. retornamos a Salto e fomos procurar algum lugar para almoçar, almoçamos, e fomos visitar o shopping da cidade, onde fizemos cambio e o Jorge investiu alguns pesos em regalos para a esposa. Retornamos as Termas del Dayman e fomos ao  parque aquático novamente, excelente clima, beirando o frio, o que para aproveitar as águas é excelente. Ficamos até o final da tarde aproveitando e relachando, esse lugar vale a visita, muito bom mesmo. No inicio da noite fomos todos comer algo e tomar umas brejas bem geladas. Voltamos para o hotel e fomos dormir cedo, já que amanhã tem estrada.

Quarto dia (06 de Maio de 2014) -
Acordei cedo, primeiro que todos, minha cama era a festa dos mosquitos, pulei da cama e acordei o Adriano, meu companheiro de quarto, antes das sete da manhã já estavamos prontos, fui ver se o resto do pessoal estavam prontos e estavam todos dormindo ainda. Sete e meia tomamos o café minguado do hotel e umas 8 hs. estavamos saindo de Termas de Dayman, rodamos uns 8 km. até Salto, onde abastecemos para terminar com nossos pesos uruguaios, seguimos dali até a aduana, o caminho é o mesmo para ir a represa, na verdade a represa é a ponte/estrada para a Argentina, a aduana fica do lado Argentino, tudo tranquilo, em menos de 15 min. estavamos dentro da Argentina, seguimos alguns quilometros, passamos na entrada de Concordia, e encontramos o acesso para a ruta 14, temida pela sua policia corrupta, a ruta 14 é um tapete, asfalto de primeira qualidade, muito bom mesmo, totalmente duplicada e sinalizada, andamos em um ritmo que obedecia a vlocidade limite, tínhamos tempo, e fomos curtindo a estrada. Seguimos até onde a ruta 14 encontra a ruta 127, são 155 quilometros de Concórdia até aqui, ai quase fomos direto para Uruguaiana, acabamos abastecendo e pegando informações sobre o caminho a tomar, e pegamos a ruta 119, que esta em péssimas condições, estrada esburacada, com trechos sem asfalto e muito perigosa, com caminhões e ônibus que acham que são donos da estrada, andamos cerca de 100 km. por esta estrada e chegamos em Mercedes/Ar, ali pegamos a ruta 123, sempre andando entre 100 km/h e 120 km/h, seguimos cortando os campos verdes desta região Argentina, quanto mais próximo ao Rio Paraná, mais verde, seguimos após pela ruta 12, almoçamos passado das 13 hs. em um bolicho de beira de estrada, e seguimos para chegarmos ainda com sol alto a bela Corrientes, foram 521 km. rodados, sempre com muito cuidado e tranquilidade. Chegamos a cidade e fomos para o centro, paramos em frente a uma praça e ficamos no hotel San Martin, nos acomodamos em um único quarto, e as motos ficaram no estacionamento coberto, logo nos acomodamos, alguns foram fazer câmbio outros descansar e no começo da noite fomos caminhar no calçadão central e comer algo, novamente cerveja e desta vez sandwiches, cidade bonita e alegre, pouco antes da meia noite estávamos já dormindo.

Quinto dia (07 de Maio de 2014) -
Acordamos ao nascer do sol, arrumamos as bagagens, tomamos café e saímos do hotel, saímos pela costanera, o Rio Paraná domina a cidade, uma avenida arborizada com calçadas e locais para aproveitar o rio margeia o Paraná imponente. Fomos parando tirando fotos, ao longe a ponte que liga a Resistência, e logo chegamos na ponte, tivemos cuidado para não errarmos o caminho, e nem andarmos onde motos não devem andar, subimos a ponte, a vista linda, a ponte magnifica e o Paraná gigantesco, lugar muito bonito, Corrientes ficando para trás... Seguimos pela pela ruta 16, passamos pela policia sem problemas, Resistência a esquerda, aqui começa o famoso Chaco, e logo o trevo de acesso a ruta 11, pegamos a 11, e, aos poucos ficava a civilização para trás, muito verde, região fértil, uma reta única, dia lindo, temperatura amena, lá na frente uma parada para um chimarrão, conversa, pergunta, se informa, e fomos indo, velocidade padrão, passamos por Formosa a direita, e logo estávamos em Clorinda, eram quase 14 hs. e fomos direto para a aduana, chegamos e fomos muy bien atendidos por uma quadrilha que tentou nos levar dinheiro de qualquer forma, inventaram problemas de documentos, nos pressionaram e levaram R$ 100,00 (cem Reais), entramos no Paraguay já pensando em sair, tínhamos planejado ficar em Assuncion uma noite, mas como na entrada já fomos extorquidos resolvemos seguir em frente, a cada parada para abastecer, comer algo e cambir dinheiro sentíamos que a fama Paraguaia é verdadeira, não nos sentimos seguros lá, era como se todos quisessem nos levar o dinheiro, atravessamos Assuncion, passamos ao lado do aeroporto, da Conmebol, e ali um Paraguaio bateu de leve na traseira da moto do Luis Carlos, ficamos nos olhando, pareceu de proposito, mas seguimos e conseguimos a muito custo sair da cidade. Pegamos a ruta 2, e seguimos noite a dentro rumo a Cidade del Leste, tínhamos pouca gasolina e quase nenhum dinheiro Paraguaio, os postos só aceitavam guarani, e apenas próximo a fronteira conseguimos abastecer com cartão de credito. Eram quase 22 hs. quando passamos na fronteira, não paramos na aduana, seguimos reto, se na entrada nos roubaram o que fariam na saída, andamos 700 km. neste dia. Chegamos a Foz, e procuramos um hotel mais econômico, nos acomodamos e pedimos uma pizza tele entrega, o estrese do dia foi grande, nos sentimos a perigo e desta forma o melhor era descansar.

Sexto dia (08 de Maio de 2014) -
Antes de amanhecer já estávamos em pé, era 6:30 hs. e estávamos todos tomando café, nosso destino era as compras no Paraguay, e pouco antes das 7:30 hs. já estávamos perambulando pela meca das compras, sinceramente esperava mais agito e me surpreendeu a organização, lojas enormes e modernas, organizadas, em que você encontra as melhores marcas do planeta. Acabamos nos separando, e pouco depois do meio-dia estávamos eu e o Adriano de volta ao Brasil, almoçamos no caminho do hotel e fomos descansar, no final da tarde fui acordado pelo restante do pessoal que queria circular pela cidade, mas preferi ficar no hotel, foram todos e logo voltaram. A noite fomos jantar em uma pizzaria e depois fomos até Puerto Iguaçu/AR. no Moto Cataratas, a cidade e o encontro de motos me deixou uma excelente impressão, cidade limpa e organizada e o encontro em um local muito legal, vale a pena conhecer. Pouco antes das 23 hs. eu, Adriano e o Luis Carlos resolvemos retornar ao hotel, fomos dormir logo.

Sétimo dia (09 de Maio de 2014) -
No retorno ao hotel conversamos entre nós e decidimos retornar para casa no sábado, afinal domingo é dia das mães...
Acordamos não tão cedo, resolvemos retornar ao Paraguay para terminar as compras, fomos eu e o Luis Carlos, fomos apé, conversando sobre a viagem e sobre as futuras viagens. Terminamos as compras e retornamos ainda cedo. Almoçamos e fomos descansar. No meio da tarde resolvemos ir conhecer as cataratas pelo lado Argentino, saímos todos, entramos na Argentina e o parque já estava fechado, fica pra próxima, sempre penso assim, más é uma pena. Acabamos indo ao moto encontro, tomamos umas cervejas, comemos uns picadinhos, lugar muito legal, e por volta das 22 hs. resolvemos retornar ao hotel, voltamos novamente eu, Adriano e Luis Carlos. Resolvemos dormir cedo, pois teriámos uma quilometragem grande a ser feita no dia seguinte.

Oitavo dia (10 de Maio de 2014) -
Acordamos novamente antes do dia clarear, arrumamos as coisas e fomos ao café, amarramos as bagagens e nos despedimos do Jorge e Elton que sairiam apenas no domingo, dei um abraço no Adriano, agradeci pela parceria, já que ele iria seguir pela Argentina rumo a Santa Maria, e nos despedimos. Partimos eu e o Luis Carlos rumo a nossas casas. Saímos de Foz pela BR 277, andamos algo como 120 km. por essa bela estrada, o frio da manhã nos acompanhou por algum tempo, por uns 50 km. tivemos companhia de uma fazer 250 com placas de Rio Grande/RS, mas logo fomos ficando para trás, o exercito estava fazendo barreiras, em um pedágio fomos parados, algumas perguntas, documentos e uma pequena olhada em minha bagagem e fomos liberados, na altura de Santa Tereza do Oeste pegamos a BR 163, e essa estrada esta destruída, no caminho passamos por várias cidades pequenas e prosperas, tanto no Parana como em Santa Catarina, nossa tocada vinha acompanhando o transito, em alguns momentos andávamos mais em outros menos, pouco depois das 13 hs. chegamos em São Miguel do Oeste, ali pegamos a BR 282, essa sim bem conservada, apesar de mão simples, seguimos no mesmo ritmo, sem muita correria, encontramos um viajante de CB500 no caminho, Renato de Lages, conversamos um pouco e decidimos pernoitar em Lages, a noite já se apresentava e estávamos longe de casa ainda, entre São Miguel do Oeste e Lages foram 420 km., chegamos em Lages com a noite e o frio, fomos escoltados pelo Renato que nos levou a um hotel bem central. Nos acomodamos e fomos comer algo na esquina, um frio daqueles, comemos um Xis a moda de Santa Catarina, conversamos um pouco e fomos dormir.

Nono dia (11 de Maio de 2014) -
Durante a madrugada acordei várias vezes com o barulho de motos e carros acelerando no centro. Acordamos bem cedo, tomamos café, pagamos a conta e fomos tentar achar a saída da cidade. Depois de muito procurar achamos a BR 116, abastecemos e seguimos rumo a Vacaria, a estrada nesse trecho é muito bonita, os campos de cima da serra, com sua vegetação e relevo é nota 10, transito de domingo pela manhã, andamos algo como 100 km e chegamos a Vacaria, até ali o frio era nosso parceiro, dali pegamos a RS 285 até Bom Jesus e depois a RS 110 até o trevo com a Rota do Sol, por estes caminhos a estrada sempre esta vazia, e logo estávamos na Rota do Sol, descemos com tranquilidade essa bela serra e chegamos em Terra de Areia, onde o Luis Carlos seguiu direto a Capão da Canoa e eu desvie o caminho para ir a Maquiné, almoçar com os familiares, onde cheguei as 11:30hs. Foram 340 km. de Lages a Xangri-lá.

Viagem concluída, 100% as parcerias.    

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

O PREÇO DE UM SORRISO:

Qual o preço de um sorriso?

Pois é, acho que custa muito caro!

Normalmente as pessoas não sorriem!

Deve custar muito caro, mesmo!


PS: E deve custar muito caro tambem ter educação, ser gentil e dar atenção as pessoas...

terça-feira, 29 de abril de 2014

Por las rutas del mercosur!!!

Buenas, depois do Corvo Branco, para completar o ano de 2013 fui ao Chuy num bate e volta de dois dias e 1300 km.
Agora chega a hora de novas estradas, novos desafios, ando cançado de andar nas mesmas estradas, então agora vou conhecer el Paraguay.
Sairemos em 6 ou 7 motos, porem meus companheiros sairam dia 03 de maio, e eu sairei dia 04 de Maio e encontrarei meu camarada Adriano Sardo em Rosario para seguirmos viagem.
Segue roteiro a ser seguido por mim:
Dia 04/05 - Xangri-Lá/BR x Termas del Dayman/UY
Dia 05/05 - Termas del Dayman/UY
Dia 06/05 - Termas del Dayman/UY x Corrientes/AR
Dia 07/05 - Corrientes/AR x Assuncion/PY
Dia 08/05 - Assuncion/PY x Foz do Iguaçu/BR
Dia 09/05 - Foz do Iguaçu/BR
Dia 10/05 - Foz do Iguaçu/BR
Dia 11/05 - Foz do Iguaçu x Xangri-Lá/BR

quinta-feira, 9 de maio de 2013

CORVO BRANCO - SC - 27.04.2013

 
Em um passeio de sábado fui conhecer a Serra do Corvo Branco em SC, excelente passeio, lugar lindo e maravilhoso, 700 km pra tirar a ferrugem do corpo.
 







domingo, 10 de março de 2013

EXPEDIÇÃO E MOTOVIAGEM:

Mudei o nome do blog, passa a ser "EXPEDIÇÃO E MOTOVIAGEM", e acredito que este se encaixa no espirito verdadeiro dos sentimentos que tento retratar quando escrevo sobre viagens de motocicleta.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

2013:

Este será "O GRANDE ANO", isso que não pretendo fazer nenhuma grande viagem, quem sabe talvez alguma viagem de 1000 a 2000 kms. no máximo, ir a Montevideu, ou Curitiba, ou Foz do Iguassu, e também e talvez até venda a moto :( ...
Será "O GRANDE ANO", o ano de uma conquista máxima, me formarei em Direito no final de 2013, estarei concentrado nisso, em me formar, e depois... bem depois as coisas mudam, novos horizontes, talvez uma nova profissão, quem sabe, tudo muito talvez, de certo só a formatura...
Más em 2015 farei uma fantástica viagem para comemorar tudo isso... Sonho com conquistas cada vezes maiores, quando fui ao Chile em 2008 (http://rumoaochile2008.blogspot.com.br/), achei que era o "cara", depois varias viagens ao Uruguai (http://caminosdeuruguay.blogspot.com.br/), em 2011 Atacama (http://rumoaoatacama2011.blogspot.com.br/), depois 2012, mais uma no Uruguai, Aparecida e pra finalizar o ano Expedição Pasos Agua Negra e San francisco. O nível de dificuldade foi subindo, olho pra trás e vejo que tenho que seguir, olhar pra frente e seguir, viajar mais, e tem que ser mais difícil, e ai? Ai resta o que? Ushuaia? Ruta 40? Machú Pichú? Quem sabe Ruta 40 + Ushuaia, talvez...   

sábado, 19 de janeiro de 2013

Relato da Expedição Pasos Agua Negra e San Francisco - 12º dia

Durante a madrugada me acordei varias vezes, acho que a ansiedade para chegar em casa o mais rápido possível não me deixou dormir bem... Acordei era quase 8:30 hs. e levantei rapidamente, o Bonotto dormia profundamente ainda, tomei banho me arrumei e avisei o Bonotto que iria tomar café, e sair para fazer algumas compras de presentes para minha família, quando estava no café o Bonotto já estava pronto para sair também, e foi o que fizemos, circulamos pelos freeshops, fizemos as compras, voltamos a pousada, pagamos a conta e umas 11 hs. estávamos abastecendo e saindo de Santana de Livramento em direção primeiramente a Rosário do Sul e depois a São Gabriel, onde chegamos pouco antes das 13 hs. e abastecemos e almoçamos, que saudade da comida brasileira, depois de mais de 10 dias comendo mal, finalmente comemos uma comida descente e com preço justo... Seguimos em ritmo bom, abastecemos ainda em Pantano Grande, e depois na Freeway, nossa tocada foi tranquila e no final da tarde paramos em Osório para nos despedirmos e conversarmos um pouco, seguimos juntos ainda por alguns quilômetros pela BR 101, e no acesso a Capão da Canoa o Bonotto seguiu para sua Urrusanga e eu segui para casa, cheguei em casa pouco antes das 19 hs., cansado, muito cansado, mas muito, muito mesmo, feliz, fizemos uma viagem maravilhosa, não tivemos nenhum problema de convívio, o Bonotto é uma baita parceiro, me ajudou quando precisei, e nosso roteiro foi espetacular, os dois pasos que fizemos são magníficos, com paisagens únicas e com dificuldades que fazem a sua travessia ser mais especial... Sonhava fazer o Agua Negra, desdo dia que o Júlio Feras me falou deste paso, pesquisei, li e reli relatos, tirei informações e decidi que iria lá, convidei alguns, armamos a viagem para sermos em três, eu (Rogério), meu amigo Rodrigo Nunes e meu também amigo Rafael Medeiros, alguns meses antes da viagem surgiu a ideia de fazer o paso San Francisco também, e assim decidimos fazer os dois pasos, O Rafael desistiu por motivos profissionais da viagem, surgiu o Bonotto na viagem e eramos 3 novamente, saimos para a viagem e infelizmente o Rodrigo, por problemas de documentos, não pode seguir conosco, restou eu e o Bonotto, e nos fomos lá e fizemos a viagem, 12 dias, 7.100 km., muitas rizadas, muita poeira e muitas estórias. 
Até a próxima.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Relato da Expedição Pasos Agua Negra e San Francisco - 11º dia

Acordei, mas o corpo não reagia, era umas 8:30 hs. da Argentina, estávamos moídos, aquela idéia que me perseguia de fazer uma tocada só até o Brasil, saindo de Villaguay direto a Xangri-Lá ficava mais difícil, pois além do cansaço estava chovendo e somando a isso minha correia estava na capa da gaita, mas... Acordei o Bonotto, ele também estava cansado, arrumamos a bagagem rapidamente e descemos para o café, pagamos a conta, apertamos a correia e pegamos a estrada, tivemos que atravessar a cidade, com chuva e um transito surpreendentemente muito grande (a cidade não me parecia tão grande assim), seguimos lentamente e na saida da cidade quase erramos o caminho, pegamos informações e achamos a ruta correta, a chuva nos acompanhava e com todo cuidado seguimos em direção a Colon, os 100 km. foram vencidos em pouco mais de uma hora, e como não tínhamos abastecido tive pane seca próximo a ponte internacional, como estramos com gasolina reserva seguimos viagem, chegamos na aduana, na chegada pagamos um pedágio, fizemos o tramite e seguimos com chuva, ja dentro do Uruguai decidimos parar a uns 20 km de Paysandú para abastecer, abastecemos, comemos umas bolachas e seguimos, no posto de combustível nos disseram que em Tacuarembó não estava chovendo, seguimos e chovia muito, a estrada esta muito ruim, buracos e imperfeições da pista, seguimos e o movimento era pequeno, o cansaço nos acompanhava, pouco antes de Tacuarembó parou de chover, ao chegar em Tacuarembó abastecemos, voltei a analizar minha correia, e a situação esta feia, o medo de arrebentar é grande, mas viajo na companhia de Deus e ele sabe o que faz, partimos agora sem chuva, são 100 km até Rivera, a estrada nesse trecho é um tapete, fomos indo, sem acelerar muito ja que minha correia tava ali pra me deixar na estrada, mas chegamos, fizemos a aduana, tudo OK, e o Cleber foi atrás de um pneu traseiro e eu atrás de uma relação completa, era pouco mais de 17 hs. quando cheguei na oficina em Santana de Livramento, arrumaram a corrente, o pinhão demorou um pouco mas conseguiram, e a corroa foi difícil, ninguém tinha na cidade, tive que comprar de um particular, e paguei caro, muito caro, faz parte... Nesse meio tempo o Cleber trocou o pneu e me avisou que iria comprar uns regalos para los familiares nos freeshops, quando era 20 hs. estava tudo OK, fui até o Cleber, minha vontade era seguir em frente, chegar em casa nem que fosse as 2 hs. da manhã, mas o cansaço e um pequeno stresse no Sineriz me fizeram ficar em Livramento, liguei para casa e minha esposa Cris disse para eu não arriscar, é verdade depois de encarrar uma viagem dessas não se deve ter afobação na hora de chegar em casa, fomos a uma pousada, indicada pelo Beto da oficina, R$ 120,00 para dois, nova, a barbada da cidade, perto de tudo, saímos e jantamos uma pizza excelente e tomamos umas polar, e como é boa essa polar, confesso que não sou bairrista, mas são poucas cervejas melhores que a polar, voltamos para a pousada e fomos dormir, deitei e apaguei...