quinta-feira, 8 de junho de 2017

RUTA 40 - de La Quiaca a Bariloche - Décimo dia:



Dia 12/09/2016 – segunda-feira – Bariloche/AR x Toay/AR – 981 km – Total 6.425 km.

Acordamos antes do relógio despertar. Arrumamos as tralhas e fomos buscar as motos, estava chovendo e fazia muito frio, a temperatura era de 2/3 graus, a cidade dormia e perto das 6:30hs estamos saindo da cidade, antes abastecemos as motos. Saímos pela RN 237 e nos primeiros quilômetros, ainda escuro, passamos muito frio. Em alguns locais havia neblina e a umidade acentuava o frio. Passamos por vales com descidas e subidas, a estrada serpenteia a beira de um lago. Observamos o tramo com RN 234, que leva a Junin de Los Andes, e percebi que ali tem um posto de combustíveis. Quando o dia amanheceu paramos para nos aquecer. Seguimos viagem, tínhamos quase 1000 km para cumprir e a saudade da família alimentava a vontade de voltar para casa. Após 205 quilômetros de estrada com paisagens lindas, muitas arvores e montanhas verdes, chegamos em Piedra del Aguila completamente encarangados. Abastecemos as motos, e entramos para a loja de conveniência para tomamos um café quente e comemos algo. Ficamos mais de 15 minutos aproveitando o calor do ar quente da loja, nos refazemos do frio e tomamos coragem para seguirmos.
Era perto das 9hs quando saímos de Piedra del Aguila com destino a Neuquen, o frio começava a ficar para ameno, e nossa tocada foi boa nessa parte da estrada. O caminho aos poucos foi ficando desértico, já não havia arvores e nem verde à beira da estrada, e sim areia e arbustos. O movimento de carros e caminhões foi aumentando ao chegarmos próximo a Neuquen.
Neuquen é uma bela cidade de médio porte da Argentina, está localizada no meio do deserto, e tem perto de 225.000 habitantes.
Os 230 quilômetros entre Piedra del Aquila e Neuquen foram vencidos em duas horas, entramos em Neuquem pela via de circulacion para fugirmos do movimento central. Ao chegarmos na ruta 7 paramos para abastecer e pegar algumas dicas do caminho a seguir, ficamos uns 20 minutos parados, e acabamos conversando com dois caras que estavam em uma camionete de uma empresa que nos deram valiosas dicas.
Estava frio em Neuquen e o tempo era nublado, e saímos pela ruta 7, que no início era duplicada e tinha bastante movimento de carros e caminhões, e logo encontramos pista simples, fomos até Bardas del Médio aonde pegamos a ruta 151, seguimos ate Catriel, aonde paramos para comer algo e abastecemos, ficamos uma meia hora parados e tiramos as roupas pesadas de frio, dali seguimos até Veintecinco de Mayo onde paramos para pegar informações em um posto de combustível, tínhamos andado entre Neuquen e o entroncamento da ruta 20 pouco mais de 150km em pouco mais de 2hs. A ruta 20 é conhecida com Ruta del Deserto, nesse local fazia calor, algo como 20 graus, bem diferente dos 10 graus de Neuquen.
A ruta 151 está em bom estado e vale a pena a opção por este caminho. Tínhamos dúvidas sobre como estaria a ruta 20, e a informação que recebemos de um caminhoneiro brasileiro era de que estava um tapete e que no meio do caminho tinha gasolina.
Adentramos na ruta 20 era pelas 14hs. tínhamos muita estrada pela frente ainda e aproveitamos o vento quente a nosso favor e o pouco movimento da estrada para andarmos acima de 110km p/h, realmente a estrada está muito boa, o nome Ruta do Deserto é apropriado e não se encontra arvores verdes a beira da estrada, tudo cinza e com vegetação baixa. Abastecemos e tomamos uma aguá em La Reforma, lugar com muita poeira e vento quente. Seguimos firme pela ruta 20 e logo entramos na Ruta 143, aonde fomos até General Acha, quando chegamos próximos a General Acha a vegetação mudou e o verde de arvores se apresentou, nessa região apareceram plantações bem cuidadas e criação de gado. Após General Acha pegamos a Ruta 35, o sol já começava a se por e o frio do fim da tarde aparecia. Rapidamente estávamos na entrada de Santa Rosa, era pouco mais de 17hs. e paramos para entrar em contato com nosso amigo Guido. Rapidamente pegamos as dicas para encontra-lo e fomos em direção a Toay. Depois de alguns desencontros encontramos o Guido e fomos até sua casa, aonde fomos recebidos pela sua família e a noite comemos um assado e conversamos sobre nossa viagem e sobre nossos países até alta madrugada.

O Guido é um amigo que conhecemos em 2008 quando passamos por Santa Rosa e precisamos de um concerto do bagageiro da moto do Rodrigo e o Guido nos ajudou e fez o concerto e desde essa época mantivemos contatos com ele.
Andamos nesse dia pouco mais de 980km, saindo de temperatura próxima a zero pela manhã, para durante a tarde acima de 20 graus.        

RUTA 40 - de La Quiaca a Bariloche - Nono dia:



Dia 11/09/2016 – domingo – Passeios em Bariloche/AR – 50 km – Total 5.444 km.

Depois de vários dias acordando cedo e partindo para a estrada quando amanhecia, resolvemos curtir a cama um pouco mais nesse dia, ficamos até quase 9hs na cama. A noite foi fria com temperaturas próximas a zero grau, mas dentro do quarto do hotel com a calefação ligada não sentimos frio.
Levantamos lentamente, tomamos café e fomos procurar uma forma de ir até o Cerro Otto. A temperatura na rua era de 9/10 e na manhã de domingo apenas os turistas circulavam pela rua. Fomos até o centro cívico e tiramos algumas fotos, depois fomos até a costaneira praticamente deserta. A cidade dormia ainda.
Pegamos informações e compramos a passagem e ingresso para o Cerro Otto num guichê quase em frente ao hotel que estávamos. Pagamos 150 pesos e partimos de ônibus, foram pouco menos de 15 minutos até o local onde se pega um bondinho e sobe até o pico do cerro, onde tem uma confeitaria e vários mirantes onde se tem uma visão bela de toda a cidade de Bariloche, tiramos algumas fotos e fomos tomar um café na confeitaria giratória. O frio lá em cima era forte, e havia um vento cortante na altitude de 1.405 msnm, e passamos um pouco de frio.
Logo decidimos descer e depois de algum tempo de espera pelo ônibus pegamos um taxi para voltar rapidamente ao hotel. 
Chegamos de volta ao hotel e fomos alugar roupas para irmos ao Cerro Catedral, depois de passar frio no Cerro Otto não queríamos passar frio no Cerro Catedral. Alugamos calça, casaco, luvas e botas por 150 pesos e seguimos para pegar um ônibus de linha para o complexo turístico.
Era passado do meio dia e estávamos dentro de um ônibus a caminho do Cerro Catedral, foram pouco menos de 30 minutos entre o centro de Bariloche e o complexo turístico. Na chegada vimos muitos turistas e pessoas locais se dirigindo a montanha, compramos os ingressos e subimos em um bondinho com mais umas 20 pessoas. O bondinho subiu até certa altura e depois seguimos nas cadeirinhas e o frio era muito grande. Chegamos no alto e havia muita neve e a montanha estava lotada de pessoas esquiando e praticando snowboard. Ficamos de boca aberta com a beleza do local e ariscamos algumas manobras de sky bunda. Muito legal e muito bonita a vista lá de cima, estávamos a 2.400 msnm. Ficamos umas duas horas aproveitando o local, fizemos um lanche em um restaurante e tomamos a cerveja mais cara que paguei na minha vida, quase 60 reais por uma patagônia. Já cansados e com o tempo nublado decidimos começar a descer, descemos nas cadeirinhas e chegamos na parte baixa da montanha com um pouco de chuva. Pegamos um ônibus para voltar para o hotel e perto das 17hs já estamos no centro da cidade.
Fomos para o hotel, devolvemos as roupas de frio, e fomos descansar. Estávamos bem cansados e depois de um banho fomos dormir um pouco. Perto das 19hs convidei o Rodrigo para irmos até a Cervejaria Patagônia, que fica no caminho do Circuito Chico, no 23,5 km. Apesar de estar chovendo fomos de moto, o frio era muito grande e fomos lentamente, tivemos dificuldade de encontrar o local da cervejaria. Depois de alguns minutos perdidos encontramos finalmente o local da cervejaria. Entramos e ficamos impressionados com a beleza do local, ambiente climatizado, com iluminação e decoração muito legal, estava lotado e além de cerveja tinha também aperitivos. Tomamos duas cervejas e comemos um picadinho. Lugar show de bola, valeu passar frio e se molhar para ir. Voltamos para o hotel pelas 23 horas, e fomos dormir logo. Estávamos cansados e tínhamos que levantar cedo. Amanhã tem estrada.