quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Viagem Uruguay, Argentina e Chile - A Jornada - Dia 18 de Abril - décimo segundo dia

Acordamos umas 8:30 hs. e chovia fraco, saímos umas 9:15 hs. para conhecer um pouco das belezas naturais de Bariloche e região, fomos a Lhão Lhão, que é uma floresta quase intocada a 15 km de Bariloche, vimos vários lagos dentro desta floresta e fora, e fomos até a estação de esqui do Cerro Catedral onde não tinha neve e quase tudo estava fechado, más valeu a ida, voltamos para o centro da cidade onde almoçamos e pensamos em partir naquela tarde para San Martin de Los Andes, conversamos e como concordamos que estávamos cansados e que apartir de San Martin de Los Andes teríamos que andar sempre no limite para irmos embora, decidimos ficar a tarde dormindo e a noite demos mais umas voltas pela cidade, e isso foi feito e descansamos durante a tarde, a noite demos umas voltas e jantamos em uma pizzaria e fomos dormir umas 22 hs...

Viagem Uruguay, Argentina e Chile - A Jornada - Dia 19 de Abril - décimo terceiro dia

Acordamos umas 7:30 hs., pagamos a hospedagem e fomos dar uma última olhada em Bariloche, logo estávamos seguindo para San Martin de Los Andes, escolhemos o caminho mais bonito, e para começar voltamos pelo caminho que leva a fronteira com o Chile até Villa La Agostura, aonde chegamos e fomos abastecer por volta de umas 10 hs., no posto de gasolina havia dois motociclistas de Neuquem com duas Super Teneré 750, conversamos com os caras e tomamos um café, eles seguiram para o Chile e nós nos despedimos deles e seguimos por uma via que está sendo asfaltada aos poucos, esse caminho liga Villa La Agostura a San Martin de Los Andes e é onde estão localizados os sete lagos andinos Argentinos, passamos por uns cinco dos sete, e o que mais me chamou a atenção foi o Lago Hermoso, lugar mais que lindo, localizado em um lugar de difícil acesso com um caminho estreito e escondido, e o lago no meio das montanhas e límpido que parecia um espelho, ficamos alguns minutos ali e seguimos viagem, por volta das 14 hs. chegamos a San Martin de Los Andes, na chegada um visual lindíssimo, a estrada serpenteando as montanhas, um lago lindíssimo com um barco a vapor lentamente seguindo seu destino, e ao fundo a cidade, chegamos e fomos almoçar, demorou um pouco e quando saímos já eram mais de 15 hs., seguimos rumo a Junin de Los Andes, que fica a 50 km. de distancia, chegando lá já estávamos no deserto, ali abastecemos e seguimos viagem, asfalto e deserto, com os quilômetros a paisagem cada vez ficava mais seca, ao lado esquerdo ao longe um Vulcão na cordilheira, impressionante e imponente, seguimos e passamos por lugares com paisagens lindas, na chegada a Zapala, a uns 10 km. da cidade fiquei sem gasolina e impressionantemente a média ficou em 12 km/litros, tiramos um pouco de gasolina da moto do Rodrigo com muita dificuldade e andei mais uns quilômetros, enquanto o Rodrigo ia buscar gasolina na cidade, deitei a moto e consegui andar mais uns quilômetros, o Rodrigo trouxe meio litro de gasolina e fui até o posto mais próximo, ali peguei uma garrafa de 2 litros vazia e coloquei gasolina e amarrei na mochila, pensei daqui pra frente não sou mais pego desprevenido. Essa situação de a moto fazer médias muito baixas me incomodou muito, ainda mais que a moto do Rodrigo fazia sempre 20 a 30 % a mais de quilometragem com o mesmo combustível, nem falo da questão financeira mas do fato da insegurança em tocar a viagem, mas as vezes agente tem que levar na cabeça para aprender, com certeza minhas próximas revisões antes de viagem como esta não serão feitas sem o meu acompanhamento e os abastecimentos serão em postos de combustíveis com bandeiras mais confiáveis... Bom moto abastecida, mais 2,5 litros de combustível na bagagem, e perguntamos a quantos quilômetros estava a cidade mais próxima, o pessoal do posto de gasolina nos falou que Cutral-Co ficava a uns 100 km e Neuquem a uns 200 km, partimos, no caminho passamos já no inicio do anoitecer por poços de petróleo na beira da estrada e também por campos de retirada de gás natural, tudo no meio do deserto, com o escuro da noite levamos um susto na estrada percebemos que um carro nos acompanhava e se nós diminuíssemos a velocidade esse carro também diminuía, por uns 20 km. esse carro nos acompanhou, até que em um trevo esse carro seguiu em frente e nós acompanhamos alguns caminhões que seguiam, tocamos até Neuquem e por volta de umas 21 hs. entramos nessa cidade linda e moderna no meio do deserto, impressionante o tamanho e o modernismo de Neuquem, fomos até o centro e ali passamos um pouco de trabalho para conseguir um hotel, a cidade estava cheia, e muito movimento nas ruas, encontramos um hotel barato bem no centro, estávamos muito cansados, afinal depois de vários dias viajando com frio, viajamos a tarde inteira no calor do deserto, banho tomado e fomos comer algo, fomos dormir depois da meia noite...

Viagem Uruguay, Argentina e Chile - A Jornada - Dia 20 de Abril - décimo quarto dia

Acordamos cedo, tomamos café e antes das 8 hs. da manhã estávamos saindo de Neuquem, tomamos algumas dicas e nosso destino era ir a Santa Rosa nesse dia, como estávamos com um adiantado na viagem de volta saímos tranqüilos, andamos uns 10 km. e uma pedra saltou da traseira de um caminhão e pegou na mão do Rodrigo, paramos e ele reclamou muito da dor, pegamos informações sobre o caminho a ser seguido e rumamos a Puelches, as informações eram que Puelches ficaria a 200 km. e fomos em frente, seguimos e tínhamos a informação sobre um lugarejo mais ou menos em meio caminho chamado Casa de Piedra, andamos uns 160 km. para chegarmos em Casa de Piedra, para se ter uma idéia de como é esse trecho de deserto comparo ao deserto do filme “Mad Max”, ali encontramos uma represa e uma cidadezinha sendo construída, um posto de combustível em fase final de construção e poucas pessoas morando ali naquele lugar distante de tudo, perguntamos quantos quilômetros até Puelches e ficamos sabendo que teríamos mais no mínimo 100 km. pela frente, nossa gasolina não nos levaria até Puelches, ai saímos pedindo gasolina para todas as pessoas que encontrávamos, até que encontramos um senhor que trabalhava em uma maquina (trator), e o cidadão conseguiu uns 5 litros de gasolina pra nós e não queria cobrar nada, demos uns pesos para o cara, e seguimos viagem, fomos em velocidade baixa para economizarmos, depois de uma hora e meia chegamos a empoeirada Puelches, no tanque de minha moto tinha uns 300 ml. de gasolina, ali abastecemos e comemos um pão com um pedaço de carne dentro e tava bem bom, seguimos rumo a Gral. Acha, pouco movimento nas estradas, imagina em um domingo e viajando no deserto, isso me fez pensar muitas coisas da vida, da liberdade, de como sou um felizardo de poder viajar por lugares como estes, de como somos pequenos em certos momentos na vida, e damos importância a coisas que na verdade não tem valor nenhum nessa vida. Pensando e tendo tempo para pensar, você acaba pensando coisas às vezes sem nexo e foi ai que pensei: “Como é feliz essa minha Falcon, apesar de ser uma 400 cc, esta aqui viajando por esses paises, conhecendo essas retas maravilhosas, pegando ventos laterais e frontais, pegando frios de zero grau e logo temperaturas de quase 35 graus, certamente ela tem, caso tivesse a capacidade de formular pensamentos e se expressar, a mesma felicidade que eu sinto por fazer essa linda e maravilhosa viagem, e também ela deve estar dando risadas das infelizes motocicletas que nunca fizeram e/ou farão viagens como esta...”, nem sei se esse pensamento é tão sem nexo assim... Bom andamos mais umas horas e por volta de 14:30 hs. chegamos a Gral. Acha, que é onde termina ou começa o deserto La Pampa, fomos abastecer direto e desci da moto fazendo piadas para animar o ambiente, pois estávamos viajando já há quatorze dias e o dia de ontem e hoje foram bem puxados, abastecemos e enquanto conversávamos o Rodrigo deu uma examinada no bagageiro de sua moto que já tinha apresentado algumas rachaduras, e percebeu que ela estava por um triz de definitivamente romper, ai sugeri tirarmos o baú do bagageiro e fixarmos na parte traseira do banco e foi o que fizemos e amaramos bem para seguirmos, saímos dali e seguimos para Santa Rosa, andamos mais uns 100 km. e na entrada da cidade o Rodrigo fez sinal para pararmos e me falou que não poderia continuar, pois o baú estava batendo em suas costas e lhe machucando, bom nos restou apenas procurar um soldador, e fomos procurar, andamos uns 100 metros e o Rodrigo avistou um local com muitos carros velhos espalhados dentro do pátio, fomos até lá e na chegada percebemos que se tratava de uma casa de ciganos, mas perguntamos a um jovem que estava na frente da casa se eles tinham ou sabiam aonde teria um soldador e ele nos respondeu que não tinha más se andássemos mais uns 50 metros pela via principal encontraríamos um galpão com um portão grande de ferro, agradecemos e antes de sairmos chegou um carro com uns quatro ou cinco ciganos e já foram perguntando o que queríamos ali, e uma cigana já foi pedindo dinheiro ao Rodrigo, como eu estava encima da moto, liguei a moto e fui saindo, o Rodrigo também subiu na sua moto e foi saindo, fiquei rindo da situação, e antes de comentar sobre isso já estávamos na frente do galpão e ele estava com a porta aberta, o Rodrigo desceu da moto e entrou e por incrível que possa parecer em pleno domingo em uma cidade do interior da Argentina conseguimos encontrar um soldador com o aparelho na mão... o Rodrigo falou com o cara e o cara na hora já disse que poderia fazer, e em menos de 40 minutos estava pronta a solda do bagageiro da moto do Rodrigo, quando fomos perguntar quanto saiu o serviço tivemos a grata surpresa do nosso novo amigo Guido não querer de forma alguma cobrar, e ai argumentamos que gostaríamos de pagar e tudo mais e ele insistiu em dizer que não cobraria e nos disse mais, disse que admirava o que nós estávamos fazendo, que era um dos seus sonhos viajar dessa forma, que quando era jovem teve uma motocicleta, e depois comprou um carro e corria na formula Renault Argentina, e que por motivos familiares havia abandonado esse esporte, e por tudo isso não nos cobraria nada. Putz... Num domingo, no meio do nada, em Santa Rosa, Republica Argentina, quebrou o bagageiro e encontramos um soldador com o maçarico na mão, é muito, e ainda o cara não cobrou pelo serviço que ficou perfeito... Esse mundo é foda... Nos despedimos do Guido e saímos em direção a Realicó que fica a mais ou menos a 120 km. de Santa Rosa e ao anoitecer lá chegamos, pegamos o primeiro hotel que encontramos e banho tomado fomos até o centro para comer algo e se comunicar com nossos familiares, fomos dormir cedo, pois estávamos muito cansados em função do calor encontrado nesse trecho do dia.

Viagem Uruguay, Argentina e Chile - A Jornada - Dia 21 de Abril - décimo quinto dia

Acordei e os ossos doíam em todo o corpo, banho tomado, café tomado e vamos embora, pegamos o rumo de Gral. Villegas, e como era segunda-feira tinha muitos caminhões na estrada, andamos 115 km, e paramos para abastecer e a média que minha moto fez nesse percurso é vergonhosa algo entorno de 11,6 km/lts., pegamos o rumo de Rosário pela Ruta 33, atravessamos varias cidadezinhas com velocidades baixíssimas, e por volta de 14 hs. paramos para almoçar próximo a Casilda, ali comemos uma bóia das piores, e seguimos a Rosário aonde chegamos umas 15 hs. e fomos procurar um local pra trocar o óleo das motos... Demos umas erradas e achamos uma oficina de troca de óleo, negociamos valores, escolhemos o óleo, e... enquanto eu pagava, o filho do dono da oficina conseguiu quebrar o carter de minha moto no local onde o parafuso encaixa, putz... e agora... E por incrível que pareça o proprietário mandou buscar um mecânico que com a ajuda de um vizinho da oficina fez o concerto dentro das possibilidades, acabamos perdendo tempo, más é assim mesmo, as coisas acontecem... Saímos dali e decidimos tocar até chegarmos na fronteira com o Uruguay, nessa altura o psicológico fica muito abalado em função da saudade, então qualquer coisa te abala, e no momento que vi a situação do carter, cheguei a dizer para o Rodrigo seguir viagem sozinho por que achei que teria que ficar uns dois dias em Rosário para solucionar o problema... Más seguimos e já anoitecendo deixamos Rosário para trás e rumamos para Concepcion del Uruguay, onde paramos para comer algo já passados das 20:30 hs., abastecemos e fomos no rumo de Colon, onde fizemos o tramite aduaneiro de saída da Argentina, tchau Argentina, e entramos no Uruguay, entramos em Paysandú/UY umas 22:30 hs. buscamos um hotel e conseguimos um bem barato e sem conforto algum, más tinha garagem fechada e como estávamos cansados isso era o mais importante....

Viagem Uruguay, Argentina e Chile - A Jornada - Dia 22 de Abril - décimo sexto dia

Acordamos e saímos do hotel antes das 8 hs. e fomos tratar de cambiar algum dinheiro para seguirmos até Taquarembó, enquanto aguardávamos abrir a casa de cambio, conversei com o Rodrigo sobre a minha pretensão de ir diretamente para casa nesse dia, estávamos a mais ou menos 1.100 km de minha cidade, a saudade era muito grande, o lógico diria que deveria acompanhar o Rodrigo até Pelotas e no outro dia ir para casa, más... saímos de Paysandú por volta de 8:45 hs. passamos por Taquarembó e as 12:30 hs. estávamos saindo oficialmente do Uruguay, em Rivera fizemos o tramite aduaneiro, e pisamos depois de 15 dias e muitos quilômetros em solo Brasileiro, em Santana do Livramento fomos almoçar com o nosso amigo Kojac e depois fomos até o centro, onde comprei nos Free-shop algumas lembrancinhas para os meus familiares, saímos de Santana do Livramento as 15:30 hs. e fomos juntos até o trevo que dá acesso a cidade de Bagé, ali paramos e nos despedimos, agradeci a meu amigo Rodrigo por tudo que tínhamos passado juntos, pela atenção que ele havia me dado e pelas vezes que me ajudou, sem dúvida sem ele não teria completado com êxito essa viagem.... O Rodrigo seguiu para Bagé e depois Pelotas aonde chegou as 19 hs., eu arranquei minha moto e comecei a fazer cálculos de que horas chegaria em casa, calculei mais ou menos quantas paradas faria, já que estava sem velocímetro e tinha que calcular a velocidade aleatoriamente, segui o caminho para Santiago do Sul, onde passei e fiz a primeira parada e São Gabriel, ali abasteci e por incrível que pareça a media de combustível aumentou consideravelmente, chegando a 15 km/l., tomei uma água mineral e liguei para minha esposa Cristiane e avisei que estava a caminho, que por volte 22 hs. estaria em casa, sai dali com muitas dores nas costas, acho que o cansaço misturado com a ansiedade e a saudade me deixou assim, logo começou a anoitecer e andei mais uns quilômetros, a idéia inicial era parar próximo a Pântano Grande, más as dores nas costas ficaram cada vez piores e ai parei em um posto de combustível para espichar o corpo, segui viagem e de certo ponto em diante resolvi andar no ritmo do transito, afinal você viaja por três paises, anda quase 8.500 km, passa por sustos incríveis, e ai quando vai chegar em casa vai correr riscos? Andei muitos quilômetros a 70/80 km/h atrás de caminhões e carros a baixa velocidade, quando cheguei em Eldorado do Sul abasteci a moto novamente e novamente a média de consumo da moto subiu, apartir dali resolvi andar atrás de um caminhão numa velocidade de 100 km/h mais ou menos, e foi o que fiz, parei novamente no Posto Grall na Free-Way, e segui firme para as 23:15 hs. da noite do dia 22 de Abril de 2008, chegar inteiro em casa, abracei minha esposa e acordei minha filha a beijos, a saudade era enorme e o cansaço descomunal....

quarta-feira, 23 de abril de 2008

CHILE 2008 - VIAGEM FEITA

Sai dia 06 de Abril de 2008 e retornei dia 22 de Abril de 2008.
Foram mais de 8.300 km em 17 dias.
E visitas a lugares fantasticos tanto no Chile como na Argentina.

Em breve o relato completo.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Preparação:

Apesar de muito trabalho, tenho cada dia mais vivido a expectativa da viagem para o Chile em Abril/08;
Os equipamentos estão todos comprados, faltando apenas as roupas segunda pele da marca SOLO;
Quanto a documentação estou agendado para fazer o Passaporte, estou renovando a minha Habilitação Nacional e na sequência tirarei a Habilitação Internacional, a vacina da febre amarela tá OK, e comecei a pegar informações sobre a Carta Verde;
Tudo andando nos conformes.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Chile08

Vamos ao Chile;

Em Abril 2008;

Depois de sonhos e mais sonhos no ano de 2007 esses sonhos passaram a se tornar realidade, primeiro Estrada do Inferno em Junho, depois Punta e Melo/UR em Novembro, e pra quem não sabe nesse meio tempo cirurgia pra estração de um tumor e depois quimioterápia das brabas...

Agora em Abril: Chile08, depois em 2009 Ushuaia09, e pra completar o ciclo das 5 viagens MachuPichu2010;

Coloco aqui o roteiro ainda sujeito a algumas alterações:

06/04 XANGRI-LÁ 400
PELOTAS

07/04 PELOTAS
RIVERA
TAQUAREMBÓ
PAYSANDÚ
COLON 699

08/04 COLON
PARANA
SANTA FÉ
CORDOBÁ
CARLOS PAZ 630

09/04 CARLOS PAZ
SAN LUIS
MENDOZÁ 697

10/04 MENDOZÁ

11/04 MENDOZÁ
USPALLATA
LOS ANDES
VIÑA DEL MAR 411

12/04 VIÑA DEL MAR
SANTIAGO
VIÑA DEL MAR

13/04 VIÑA DEL MAR
LOS ANGELES

14/04 LOS ANGELES
VILLA RICA
PUCON
PINGUIPULI

15/04 PINGUIPULI
POURT MONTT
CASTRO

16/04 CASTRO
PUERTO VARAS

17/04 PUERTO VARAS
VILLA LA AGOSTURA
BARILOCHE

18/04 BARILOCHE

19/04 BARILOCHE
VILLA LA AGOSTURA
SAN MARTIN DE LOS ANDES
NEUQUEN

20/04 NEUQUEN
SANTA ROSA

21/04 SANTA ROSA
GRAL. VILEGAS
RUFINO
ROSARIO
COLON
PAYSANDÚ

22/04 PAYSANDÚ
TAQUAREMBÓ
RIVERA
SÃO GABRIEL
XANGRI-LÁ

TOTAL GERAL= 8.300 KM

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

"Sirvão nossas façanhas de modelo a toda terra"

Pois é! como diz um amigo e primo meu... Estrada do Inferno/Junho 2007; Punta/Novembro 2007; Chile e Bariloche/2008; Ushuaia/2009 e Machu Pichu/2010...
...Sirvão nossas façanhas de modelo a toda terra...
Estou fazendo o planejamento desta viagem de 2008, comprando equipamento, analisando o caminho e as cidades a serem visitadas, calculando o gasto, e sonhando muito, muito mesmo...
Vamos ver no que vai dar.

sábado, 5 de janeiro de 2008

SURPRESA



Não tenho tido tempo para escrever...

Isso é normal nesta época do ano (Dezembro e Janeiro);

Más não posso deixar de registrar:

Encomendei um dos livros do "Chardo" via internet, fiz o deposito e a surpresa é que recebi em mãos do próprio Chardo em meu escritório;

Pessoa simples e gente boa;

Sempre se cria aquela ideia que os caras ficam estrela e insuportáveis, más pelo contrario o Chardo é gente boa;

Obrigado Chardo.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Conhecendo Punta del Este e Melo / Uruguay

2.250 km ...

Quarta-feira: Tudo certo para viagem, achei que a moto estava 100%, abasteci e calibrei os pneus, fiz contato com o Cleber e com o Alexandre e confirmei a hora de saída para o outro dia, peguei uma grana pela manhã para a viagem, deixei tudo encaminhado no escritório e no final da tarde o Cleber confirmou que iria dormir lá em casa, um fut-sal pra relaxar e lá pelas 22h20min chega o Cleber, levantamento de mapas, rota definida, horário pra acordar, mais um assunto ou outro e fui dormir...

DE XANGRI-LÁ a PUNTA DEL ESTE:

Quinta-feira: Acordei cedo, eram antes das 07h00min e pulei da cama, banho, acordei o Cleber, café com a Cris minha esposa e com a Nayara minha filha, e as 08h00min fomos até a casa do Alexandre em Xangri-Lá, que tava com tudo quase pronto, ai ajeita isso e aquilo e as 08h30min estávamos na estrada, saímos em fila indiana e a primeira parada foi em Osório, o dia estava lindo, calor, pouco vento e abastecemos e estrada (Free-Way), paradas rápidas nos pedágios de Gravataí e Eldorado do Sul, uma entrada rápida em Guaíba para dar um abraço em um amigo e vamos lá, chegamos a Pelotas às 12h30min, almoçamos com o Rodrigo (nosso camarada de Pelotas) e o Gentil (Motoban), saímos às 13h45min em direção ao Chui, e abastecemos em Rio Grande, pegamos aquela reta interminável de Rio Grande até o Chui, e aceleramos bastante (130 km/h), vento lateral e uma paradinha na entrada de Santa Vitória dos Palmares para algumas fotos, e ai deixei pra abastecer no Chui e fiquei sem gasolina a 1,5 km do Chui, bem na Receita Federal, que vexame, o Alexandre buscou gasolina pra mim e em 00h30min tudo estava resolvido, ai percebi que minha moto não tava boa como achava... Gastava muito, batia válvula, e falhava... Faltou uma boa revisão.
Entramos no Chui/Chuy e algumas compras feitas depois, vamos para a alfândega, chegamos e rapidamente fomos atendidos, examinaram os documentos do Cleber e ai os guardas resolveram não deixar ele entrar no Uruguai, a carteira de identidade era antiga e com uma foto de muito tempo atrás, depois de algum tempo e alguns R$ liberaram o Cleber e seguimos até Punta del Este sem mais problemas, chegamos a Punta às 20h45min, um rodízio de Pizza, pois a fome era grande, e fomos arrumar um hotel barato, e um estacionamento para as motos, tomamos umas Patrícias e cama...



Sexta-feira: Abro os olhos e o céu está cinzento, havíamos dormido com a janela aberta, chuva fina e um friozinho daqueles, tomamos café e saímos a pé, demos a volta na Punta, fomos ao Iate Clube, vários iates e veleiros, muitas fotos, e uma cena inusitada de um leão marinho de uns 250 quilos em cima do dique e comendo cabeça de peixe a menos de 1 metro dos pescadores, eu com minha coragem cheguei a 3 metros do bicho.... Almoço, mais umas voltas de moto, fomos até o monumento dos dedos, depois a Barra (onde tem uma ponte muito esquisita) e umas fotos na frente do Conrad Cassino, e a chuva foi embora, e decidimos pegar a estrada rumo a Melo... Saímos de Punta às 15h30min e fomos em direção a Minas por uma estrada que parecia uma montanha russa, muito show e dei show nesta estrada, chegando em Minas uma surpresa, cidade pequena e muito bonita paramos rapidamente e chamamos a atenção, até fotos tiraram de nossas motos... Pegamos novamente a estrada e paramos em um posto a uns 200 km. de Melo, abastecemos e tinha um Uruguaio de Montevidéu com uma Suzuki preta esportiva, trocamos umas idéias e seguimos viagem, saímos dali e passamos na entrada de Trienta e Três e logo estávamos chegando em Melo e começou uma chuva fraca, nada que impedisse nosso ritmo de viagem, às 19h30min entramos na cidade, e encontramos com facilidade o local do encontro de motos e em seguida o “Motel Remanso”, nos acomodamos no “Motel” e a chuva pegou forte, ainda bem que eu tinha comprado uns alfajor no Chuy, por que não dava pra sair, tomamos um banho e descansamos um pouco e lá pelas 22h00min com a chuva mais fraca fomos fazer o reconhecimento da cidade, cidade antiga, de mais de 200 anos, más muito charmosa, poucos prédios modernos e alguns barzinhos com muitos motociclistas, um giro na cidade um lanche rápido e cama...

Sábado: Acordamos com tempo meio nublado e cansados, decidimos ir a Rio Branco/Jaguarão fazer umas compras, 90 km de estrada, almoço, perfumes, bebidas, alguns presentes e retornamos para Melo, à noite fomos ao encontro de motos e depois fomos jantar com o Rodrigo Nunes, sua namorada, Fabian, sua esposa e sua filhinha, comemos pizza, e demos boas risadas, tudo show de bola, saímos todos de moto e fomos dar uma volta no centro, e lá pelas 01h00min fomos dormir...

Domingo: Despertei cedo e comecei a me movimentar para viajarmos, tomei banho e comecei a arrumar as bagagens e lá pelas 09h00min saímos do “Motel” e pegamos à estrada, viagem tranqüila, uma paradinha em Rio branco pra mais umas compras e estrada, paramos em Pelotas pra almoçar e tocamos tranqüilo até Xangri-Lá aonde chegamos às 18h30min...

Mais uma viagem show, e é impressionante, inclusive falei isso pró Rodrigo Nunes, gente boa atrai gente boa, talvez sejamos gente boa tambem, pois só conhecemos gente boa em nossas viagens...

domingo, 21 de outubro de 2007

Urussanga



Estive visitando meu camarada "Cleber Bonotto"em sua Urussanga/SC;

Sai de Xangri-lá/RS as 9:30 hs do dia 10/10/2007 e retornei no final da tarde;

Cidade muito linda e limpa;

Fui muito bem recebido por esse Motociclista gente boa, que fez um tour pela cidade mostrando todas as facetas económicas, turísticas e culturais de sua cidade;


Um abração Cleber e obrigado.



segunda-feira, 8 de outubro de 2007

2º MOTO XANGRI-LÁ





No fim de semana de 26, 27 e 28 de Setembro passado foi realizado o 2º MOTO XANGRI-LÁ na praça central de nosso Balneário, show de bola, muita gente conhecida e consegui reunir os camaradas: Cleber (Urussanga/SC), Alexandre (Arroio do Sal), Rodrigo (Pelotas);

Conheci muita gente nova, que anda nesse mundão afora de moto;




As fotos:

Na primeira o Rodrigo e Nelson (mais um novo camarada);

Na segunda Eu, Cleber e uma amiga do Cleber.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Passeio e Poeira:

Minha quimio terminou a 10 dias, comecei a me recuperar, me sinto mais forte, mais seguro, e meu poder de raciocínio esta voltando aos poucos;
Esta semana fiz um pequeno passeio de moto pelas estradas de chão batido das redondezas;
Sai de casa as 8:10 hs, encontrei o Alexandre Modena no trevo da estrada do mar com Curumin, fomos pela rota do sol até Boa União e dali saímos em Praia Grande em Santa Catarina;
Cheguei em casa as 17: 30 hs. com a moto e a roupa totalmente empoeiradas, o corpo todo doido e a cabeça limpa e tranquilo;
Muitas paisagens, cachoeiras, morros, vales, subidas, descidas, e muito verde;
Belíssimo passeio.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Las Garelis

Essa semana vi pelas ruas de Capão da Canoa, andando uma mobililete daquelas mais antigas, tipo gareli ou algo assim, soltava fumaça preta, fazia um baita barulho e quase não saia do lugar, nem percebi direito quem era aquele senhor que pilotava aquela maquina insólita...
Lembrei de Rocha/UR: logo que chegamos lá foi uma das primeiras coisas que nos chamou a atenção, nós com nossas Falcon NX4 e um monte de gareli andando de lá pra cá, e todo mundo sem capacete, velhos, crianças, adultos, 3 em cima da gareli, gareli quase nova e gareli se desmanchando, uma maravilha...
Pelo geito quem tem uma gareli no Uruguai tá por cima.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

A prova do crime:




Estrada do inferno alguns dias após termos passado por lá.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Punta del Diablo - Uruguay



A nós foi sugerido dormirmos aquela noite (08/06/07) naquele balneário, a principio e sem ter ideia do que encontraríamos aceitei a ideia, já era mais de meia tarde quando saímos do forte de Santa Teresa, e estávamos a pelo menos 60 km de Punta del Diablo.
Boa estrada, e o frio ficando cada vez maior, más tudo bem, logo chegamos, e a primeira impressão é a que fica, e foi a pior possível, arreia, arreia, e mais arreia, vento frio, mar escuro e frio, poucas pessoas, algumas crianças brincando entre as pedras, casas estranhas construídas de forma desorganizada, e um clima dos mais depressivos pairando no ar.
Vamos embora? Todos concordaram, e fomos para Rocha...
Punta del Diablo ficou para trás, e fico imaginando como deve ser a vida das pessoas que moram lá naquela pequena praia, que na alta temporada deve ser bem movimentada, más no inverno não dá pra encarar...

Parceiros:



Recebi a visita de meus dois parceiros de viagem para o Uruguai em minha casa nesse domingo (15/07/07), almoçamos juntos, matamos a saudade, relembramos parte de nossa aventura, falamos de motos, roupas para viajar, novas viagens, novos possíveis parceiros de viagem, e comemos uma bela costela na panela preparada pela minha esposa Cristiane, tomamos um vinho, e lá pelas 14:45 hs Levei o pessoal para conhecer minha imobiliária.
Tanto o Alexandre, como o Cleber e sua namorada Michele, são pessoas muito legais, e fiz o possível para todos se sentir bem lá em casa.
Depois que eles saíram cada um para o seu lado, O Cleber e a Michele forram direto para Urussanga/SC, e o Alexandre foi dar uma volta por Capão da Canoa/RS, fiquei pensando:

Acho que começo a ter dois novos AMIGOS...

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Sonhos...


Existem fatos que se tornam motivos de futuros sonhos.
Foi assim a mais ou menos dois anos atrás em uma viagem, que fazia com dois amigos, tivemos uma parada inesperada pois havia um bloqueio de arrozeiros na estrada, e paramos em um posto de combustível e na espera da liberação da estrada, olha pra cá, olha pra lá, leio um cartaz, leio um anúncio e começo a olhar uns adesivos que estavam colados em um dos vidros do posto, alguns me chamam a atenção, não pelas cores, nem pelos nomes, más sim pelo espírito de liberdade que estes adesivos transmitem.
Pessoas totalmente desconhecidas que vivem a realizar viagem de moto pela América do Sul e até pela do Norte e Central.
Me vem um impulso automático: Que legal, acho que comecei a encontrar um pedaço de meu coração...
Dai, viagem concluída, pesquisas na Internet, contatos, conversas, e finalmente fui lá e comprei a minha NX4 Falcon, claro com a autorização de minha Cris.

Pois bem isso demorou 6 meses para acontecer, entre aquela olhada nos adesivos e a compra da moto; Agora, ontem mais precisamente, fui a Porto Alegre a negócios e no final da tarde fui até o Salão do Motociclismo, ali na PUC, legal, fomos cedo e saímos cedo, umas olhadas aqui outras lá, roupas, botas impermeáveis, luvas impermeáveis, calça impermeável, olhei, olhei, más não comprei, tinha me proibido de comprar algo... Olho uma moto aqui, outra ali, e...

Não costumo sonhar com algo que esteja muito longe do meu alcance... YAMAHA XT660... Sonhos....

domingo, 1 de julho de 2007

O dia Iluminado

Não sei se por medo, ou por algum motivo que não lembro agora, acabei no dia 16 de Dezembro de 2006 acordando cedo e, conforme combinado com minha esposa, botei as bagagens no carro e fomos a Gravatal/SC, naquele tipo de passeio de índio, sair num dia e voltar no outro.
A estrada tranquila, o dia lindo e quente, muito calor afinal estávamos em Dezembro quase verão, e lá pelas 11:00 hs. estávamos lá naquela pequena e charmosa cidade.
Poucos turistas no dia, talvez pela epóca, então foi mais fácil do que o esperado para encontrar um hotel, descemos as bagagens, fomos almoçar, tentei dormir a tarde, piscina, passeio com a Cris e a Nay, e logo era noite, janta, uma pequena caminhada para olhar uma apresentação de um Coral Natalino, até que estava legal.... A Nay para variar a 200 km p/h, voltamos ao hotel, subimos para o quarto, vamos dormir... Rapidamente a Cris e a Nay já estavam dormindo, passo de um canal para outro na tv que não tem quase nada de interresante, más isso não importa... Na verdade estou muito impaciente e preocupado, mesmo querendo passar o dia normal e aproveitar aquele fim de semana com a família, não consigo parar de pensar no domingo... Antes de dormir faço uma oração pedindo que Deus seja justo, se realmente merecemos ser Campeões do Mundo que sejamos, se não merecemos não seremos... No fim da oração me ocorre: e se perdermos e levarmos uma goleada?? Ai! Melhor dormir...
Acordo cedo, umas 6:00 hs., fico esperando a Cris e a Nay acordarem, quando elas acordam já é 8:30 hs., elas levantam e vão tomar café, eu? continuo deitado de pijama e tudo, e ali fico esperando começar o jogo.
O Jogo inicial - Tudo bem! - uns sustos! duas bolas do Ronaldinho que assustam! tem um alemão que joga na frente que incomoda um pouco, más nada de mais. Quando os jogadores estavam perfilados para a execução dos hinos, isso só notei depois em casa revendo o jogo em DVD, havia no semblante dos Colorados uma coisa diferente.
Termina o primeiro tempo, boto a camisa do Inter e vou tomar café, nesse meio tempo começa o segundo tempo, penso comigo - Vou olhar aqui nessa 29 polegadas, - Só que no primeiro lance que leva algum perigo ao Inter percebo a presença de uns Grêmistas, e fui ao quarto, lá fiquei até o final do jogo, e o resultado todos sabem.
Assim que termina o jogo desço para rua e quase não encontro ninguém na rua, dou uns gritos de "É CAMPEÃO", depois de uns minutos aparecem alguns carros e algumas pessoas festejando, fico ali por pouco tempo e lembro da Cris e Nay que estão na piscina, vou lá correndo, a Cris vem e me beija afinal somos Campeões.
Vou para a frente do hotel e na passada pela recepção do hotel me avisam que tem uma tv 42 polegadas na sala de tv e que tem alguns Colorados lá, vou até lá e tem 5 pessoas.
Quando entro na sala percebo que a emoção está no ar, reparto a atenção entre a entrega das medalhas e da taça que passa na tv, e observo um casal já com seus 60 e tantos anos, o homem está de pé calado, e sua esposa sentada, ele alisa os cabelos brancos de sua esposa, e ela chora copiosamente, aquele choro bem baixinho e que não para...
Foram 27 anos de choro, chorávamos baixinho, tínhamos aquele nó na garganta, cheguei a achar que nunca alcançaríamos aquela taça.
Finalmente tivemos "O DIA ILUMINADO".